Curioso como sou, comecei a escrever algumas notinhas policiais e também algumas matérias sobre esporte amador para a editoria de Esportes da Tribuna que, na época, era comandada pelo meu pai. Minha editora-chefe, a gloriosa Maria Antônia Dario, gostou destas minhas peripécias jornalísticas e convidou-me para ajudar o meu pai no caderno de Esportes, cobrindo o esporte amador. Mesmo com frio na barriga, aceitei o desafio.
Na editoria de Esportes, fui de um extremo a outro. Cobri a Ferroviária na Série B1 do Campeonato Paulista e também a poderosa equipe de basquete masculino da Uniara no Campeonato Brasileiro. O vôlei masculino de Araraquara, na minha época, também era forte metia medo em equipes da Capital.
Em 2009, com a morte do meu pai, recebi a notícia de que iria assumir a editoria de Esportes da Tribuna. Confesso que fiquei em pânico, pois era muita responsabilidade. Sempre teria a sombra de Vagner Bellini nas minhas costas. Eu era o filho do ‘Legal’, o ‘Bellininho’. Mas eu precisava crescer profissionalmente e aceitei mais um desafio.
Ao lado do amigo e ‘compadre’ Felipe Santilho, sofri e aprendi com as críticas que vinham de todos os lados. Eu e Santilho implementamos uma nova linguagem neste caderno, mas nunca esquecendo de manter vivo o espírito crítico e imparcial ensinado pelo mestre ‘Vagninho’.
Nesta semana, fui convocado pela diretoria do jornal para mais uma missão. A partir de segunda-feira, irei assumir como editor do caderno de Cidades. Deixo a editoria de Esportes em boas mãos. Felipe Santilho irá comandar estas páginas, assim como já fazia, quando me ajudou a escrever a história do esporte araraquarense nestes últimos seis anos que estivemos juntos.
Chegou a hora de crescer profissionalmente, de novo. Chegou a hora de separar a dupla dinâmica. Aceitei mais um desafio e saio com um sentimento bom, de dever cumprido. E começa mais um ciclo, como tudo na vida. Meu muito obrigado a todos!
