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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

O basquete que jamais vimos

Sexta, 20 de Janeiro de 2012 às 03h00

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A atual fase do Basquete/Araraquara, na Liga Nacional (LNB), merece uma reflexão mais aprofundada.

Com apenas uma vitória em todo o primeiro turno, o time agoniza na lanterna da Liga e já possui a sua pior campanha na competição. Em edições anteriores, a equipe nunca amargou um início tão ruim.

Não é segredo para ninguém que toda equipe de ponta precisa de investimentos. E isto não ocorreu com Araraquara nesta temporada.

Aqui, nesta Tribuna, já foi noticiado o tamanho do abismo que existe entre o time da cidade e as demais equipes. Só para o leitor ter uma ideia, o orçamento mensal do Basquete/Araraquara, que gira em torno de R$ 30 mil, é um décimo do que gasta o time de Franca. Se comparada a equipes como Flamengo, Brasília e Pinheiros, a diferença chega a ser gritante.

O esforço realizado pela Associação de Basquetebol de Araraquara (ABA) para angariar recursos para o time, para a disputa da Liga, chegou a ser sobre-humano. Infelizmente, o empresariado local não ‘abraçou’ a ideia e o time caminha a passos largos para terminar o torneio na desonrosa última colocação.

Um cenário bem diferente do basquete araraquarense do início da década, quando a equipe chegava a disputar finais de Brasileiro e Paulista e lotava o Ginásio do Gigantão. Mas os tempos são outros e nem o mesmo ginásio está em pé.

Cachaça liberada na Copa

Mudando de assunto, agora para o âmbito nacional, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que a cerveja estará liberada para venda nos estádios brasileiros, na Copa do Mundo de 2014, que será realizada aqui no País.

Apesar da legislação brasileira proibir o ato, a entidade máxima do futebol está acima de tudo e todos e não deixará sua principal patrocinadora, que é uma marca de cerveja, na mão.

Se com a proibição de bebidas alcoólicas em estádios a balbúrdia já é grande, imaginem com a farra liberada como deverá ser.

Fico aqui no meu cantinho torcendo para que não haja uma final entre Brasil x Argentina, no Maracanã. Acho que seria conhecida como o novo ‘Maracanazzo’, mas desta vez regado à bebedeira e sangue.

*Emerson Bellini é editor de Esportes da Tribuna Impressa e escreve às quartas e sextas

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