Reproduzo aqui, com muito entusiasmo, a coluna de Rodrigo Brandão publicada hoje na Tribuna Impressa a respeito de Paulo Coelho, que inspira este blog (Tá vendo, Rodrigo, ele é capaz de originar coisas boas... claro, não com o cérebro dele...). E, não, eu não tenho uma resposta para a grande pergunta deste texto.
O milagre e o mistério
Por Rodrigo Brandão
Utilizo-me de uma terminologia recorrente em seu vocabulário sofrível para descrevê-lo: Paulo Coelho é um milagre. Algo como o artilheiro que jamais fez um gol; ou, para nos aproximarmos do mundo artístico, do qual ele só faz se distanciar, o cineasta que jamais fez um filme.
Em 2012, Paulo Coelho completa 25 anos de carreira literária. O maior escritor brasileiro de todos os tempos, ainda que não tenha escrito um livro sequer. Ao menos que prestasse. Deve lançar ainda este ano sua 21ª obra. Foi lançado em 160 países. Foi traduzido para 73 línguas. Tem 10,5 milhões de seguidores no Facebook e Twitter.
Na entrevista concedida à "Serafina", da Folha de São Paulo, Paulo Coelho falou sobre tudo, seus problemas de saúde e as consequentes superações, resumiu a trajetória de sua vida, pincelou sobre magia negra, contou que fuma seis cigarros por dia, que não almoça, apenas café da manhã e jantar, e até se apresenta de modo a se tornar um sujeito interessante, diferente.
Só não falou, é claro, de literatura, embora tenha se declarado vencedor em relação à crítica especializada. Não é preciso ser especializado. Basta bom-senso. Os temas escolhidos são duvidosos, as tramas são infantis e o texto é medonho. Por que é tão lido? Porque nada exige dos leitores, não provoca reflexão. Por que vende tanto? Isso não denota qualidade. O show de Luan Santana é mais caro do que tantos outros.
Por fim, contou que armazena todas as críticas que lhe são imputadas. Alguém pediu seu voto para a Academia Brasileira de Letras. Pesquisando em seus arquivos, Paulo Coelho descobriu que o aspirante havia falado mal dele há 20 anos, em um jornal pequeno. Não votou. Agora, por que alguém deseja ingressar em uma casa que tem Paulo Coelho como integrante, eis um mistério.




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DIREÇÃO
FILME ESTRANGEIRO
Sacolas plásticas, sacolas biodegradáveis, ecobags, ecochatos… Essa história de sacolas em supermercados está me cansando. Me sinto uma idiota como consumidora quando compro um produto e não tenho o direito de levá-lo para a casa decentemente.