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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

Izabel Canta

Quarta, 11 de Abril de 2012 às 12h40

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Bater papo no balcão enquanto é servido um cafezinho fresco com bolos e tortas tirados na hora do forno, ainda quentinhos, e ouvir um belo repertório de samba e música brasileira em uma das vozes femininas mais potentes de Araraquara é sempre bom em uma terça à tarde. Onde isso? Na Câmara Municipal de Araraquara.

Subindo as escadas do antigo prédio da Câmara, na Rua São Bento, vire à esquerda. Você verá a porta de entrada para o plenário ao lado de uma máquina de café. Vire à esquerda novamente seguindo poucos passos no corredor. Do lado direito terá a porta de entrada dos vereadores e do lado esquerdo a cozinha da Câmara.

Esse é o caminho que faço quando vou fotografar as sessões de terça. Fazia muito tempo que eu não fotografava, e Isabel, a cantora e funcionária da Câmara quase não se lembrou de mim quando entrei na cozinha.

Na última vez que a encontrei (há mais de um ano, talvez), ela me entregou seu CD escrito "Izabel Canta" embrulhado em um filtro descartável de café por não ter onde colocar para me entregar. Não poderia ser diferente, Izabel é assim, voz potente e sensibilidade dentro de um jeito simples de ser. No momento prometi que diria o que achei de seu CD, mas fiquei devendo.

Repertório que passa de Chico Buarque, Carlos Lyra a grandes clássicos do samba.

É uma pena que o espaço para o samba e música brasileira desse porte ainda tem muitas portas fechadas na cidade.

Eu agradeço pelo privilégio de a ouvir enquanto tomo café e como bolo saindo do forno; isso é para poucos. É a melhor maneira de se preparar para uma sessão fotográfica na sessão dos vereadores.

Para quem quiser conhecer seu trabalho e não tem oportunidade de ir à Câmara Municipal, ela se apresentará na virada cultural desse ano na praça Pedro de Toledo. Apreciem!

Instagram e afins: O legal é ser quadrado

Domingo, 08 de Abril de 2012 às 21h40

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Ver o mundo com enquadramento mais quadrado está cada vez mais em alta.

Se em algum momento, fotos quadradas feitas com uma Rolleiflex podiam revelar uma enorme ingratidão, como diria João Gilberto em uma antiga bossa-nova, hoje, as formas vintage revelam algo nostálgico e estranhamente moderno ao mesmo tempo.

Para quem não conhece, o termo vintage se refere a uma recuperação de estilos da década de 20, 30, 40 ou 50. Mas também é usado quando se refere a décadas mais recentes (como 80 e 90) por ter a idéia de se referir a algo que "marcou uma época".

Programas como Instagram - agora também com uma versão para o sistema Android - utilizam de recursos retrô e vintage. Fotos com cortes quadrados (como as feitas com câmeras antigas de médio formato), coloração saturada ou mesmo ´apagadas´ (estas muitas vezes lembrando fotos velhas na qual o efeito do fixador (química usada para conservar o papel fotográfico) já se foi) são as principais características desse programa e de outros similares.

Quando pegamos fotos antigas de nossos pais, por exemplo, estamos olhando para um passado, mas ao mesmo tempo estamos vendo algo que já foi consagrado, um momento que teve sua importância de ser, até por um amadurecimento do tempo. Algo que dá saudade, com aquele gostinho de rever o momento com a frase "valeu a pena" na cabeça.

Talvez esse seja o principal motivo do sucesso dessa nova moda. Como não achar legal o fato de não ter que esperar anos para ter essa sensação desse momento?! Bastam alguns segundos depois da foto feita para que essa sensação que fica em um inconsciente coletivo brote.

É claro que, além disso, o enquadramento quadrado facilita o equilíbrio de elementos na foto; a não utilização de flash faz com que o usuário não faça qualquer tipo de ´cagada´ inocente, e os ´efeitos´, muitas vezes cobrem os ´defeitos´ de iluminção ou composição de cores da fotografia original.

Tenho Android e instalei o Instagram faz uns três dias: quase ´viciante´, mesmo sendo fotógrafo profissional.

Ser quadrado, hoje, é descolado; e a nostalgia é moderna. O brega é usar de recursos fotográficos para ter certeza de que o que você está vivendo "valeu a pena".

"Roger Waters - The Wall": Na parede da memória

Quarta, 04 de Abril de 2012 às 20h31

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The Wall, álbum da banda britânica Pink Floyd (1979), é uma obra tão pessoal de seu baixista Roger Waters que fica difícil dizer algo ou emitir alguma opinião muito atravessada sobre todo o conteúdo dessa muralha.

Confesso que quando comprei o ingresso estava empolgado por relembrar de um dos compositores que influenciou minha infância e adolescência (ainda tenho a coleção completa guardada em casa), mas com o tempo tudo pareceu distante à medida que a data do show se aproximava.

Hoje, Pink Floyd, apesar de ter feito parte como um de meus tijolos já não é a banda que mais escuto. Minha cabeça já não é a mesma de quando ouvia e muitas outras influências tomaram espaço durante esse tempo. Fui para o show com menos empolgação que o resto do grupo de roqueiros que me acompanhava no ônibus. Entretanto, foi começar o primeiro acorde de "In the Flesh" com fogos, efeitos e um som impecável que muita coisa em minha memória ressurgiu frente à grande muralha, no Morumbi.

Sei que muitos devem ter passado por algo parecido. As projeções do show não eram as únicas que preencheram cada um dos tijolos, muita coisa que eu já nem lembrava veio à tona quando tudo começou.

O Morumbi se transformou em uma enorme sala com Home Theater gigante, com caixas de som espalhadas por toda a volta (em vários momentos todos viravam para ver se realmente havia um helicóptero sobre o estádio ou algo mais que o som tentava por em nosso imaginário) e uma imensa tela de cinema que misturava cenas do filme original com outras produzidas especialmente para a ópera rock, com qualidade impecável de imagens. Além, é claro, de bonecos com mais de 10 metros de altura no palco.

Pink Floyd sempre esteve ligado ao cinema e imagens. Basta ver os encartes dos CDs, clipes e até álbuns inteiros compostos para trilha de filme. (More de 1969 e Obscured by Clouds de 1972)

O gigante espetáculo que uniu imagens perfeitas e som com uma banda de primeira (que contava com seu filho Harry Waters no teclado e um coral de crianças brasileiras em Another Brick in The Wall) me emocionou. Mesmo sabendo que se trava do maior show já feito, por algum motivo, não fui com tanta empolgação mas voltei maravilhado, o que tornou tudo ainda maior.

Waters contextualizou alguns momentos com o Brasil como uma homenagem a Jean Charles de Menezes (brasileiro morto por engano em 2005 em Londres) e sua família, frases escritas em português (um enorme "Nem Fudendo", por exemplo, surgiu durante a música Mother) e o famoso porco que foi solto com frases que refletiam a mentalidade brasileira ("Muita fé e pouca luta" era uma delas).

Falar sobre o show em si se torna algo complicado. O álbum já foi consagrado, todos conhecem. A banda era impecável, como sempre. E a megalomania de Waters impressionou a todos.

Como disse no início, a obra de Waters é muito pessoal e o que ficou para cada um que viu o espetáculo também foi muito pessoal.

Por fim, se valeu a pena?!... Bem, acho que quebrar uma grande muralha que nos cerca a cada momento sempre vale a pena.


De quebra

Em março chegou ao Brasil o CD triplo que fecha a série de reedições do álbum The Wall do Pink Floyd.

Os discos 1 e 2 mantém o formato original com edição remasterizada por James Guthrie, engenheiro de som e produtor de álbuns do Pink Floyd desde 1978, enquanto o terceiro disco vem com 27 demos inéditas de diferentes fases de gravação do álbum. Para os fãs... são mais alguns tijolinhos para acrescentar na prateleira da sala.

Na encruzilhada com Clapton e Marsalis

Sábado, 10 de Setembro de 2011 às 13h44

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Começou a ser vendido neste final de semana o CD e DVD do trompetista Wynton Marsalis em parceria com o guitarrista Eric Clapton.

A vontade de Clapton em tocar jazz já vinha de um sonho de infância. Apesar de não ser a linguagem principal do músico durante sua carreira, sempre foi admirado como um dos maiores guitarristas de blues e rock desde suas primeiras aparições. E foi justamente o blues a encruzilhada desse encontro com Marsalis. A linha que costura (de certa forma) um pouco do rock e do jazz, passa pelo blues.

Marsalis tocou, com sua linha de trompete sempre séria e direta, com os grandes do jazz como Herbie Hancock, Jack Dejhonette, Dizzy Gillespi; enquanto, do outro lado da estrada seguia Clapton, que já havia atravessado desde a era psicodélica com sua guitarra, passando algumas vezes por momentos mais pops e, é claro, o blues.

O lançamento do álbum vem de um encontro realizado há alguns meses com direção de Wynton Marsalis no baile de gala anual da Jazz Lincoln Center Orchestra, que foi registrado em áudio e vídeo.

Claro que a clássica canção "Layla" está no repertório, mas não como escolha do Clapton, a sugestão veio do baixista Carlos Henriquez e conta com um arranjo, digamos, mais adequado para ocasião.

O nome do álbum? "Wynton Marsalis & Eric Clapton play the blues". Segue o reportório, até a próxima!

01 ’Ice Cream’
02 "Quarenta e Quatro"
03 "Joe Turner Blues ‘
04 ’The Last Time’
05 "Careless Love ‘
06 ’Kidman Blues’
07 ’Layla’
08 "Joliet Bound"
09. ‘Just a Closer Walk With Thee’ -com Taj Mahal
10 "Corrine, Corrina" - com Taj Majal

Bonus Track: apenas no DVD - ‘Stagger Lee’ por Taj Majal

Batman: ano um (Primeira impressão)

Quarta, 07 de Setembro de 2011 às 21h49

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Com capa dura, verniz localizado e quarenta páginas de extras, "Batman: ano um" chega como primeira edição digna ao Brasil.

Lançada pela Panini, a HQ já estava à venda desde o final de agosto por R$ 37, mas só fui ter a minha nas mãos na tarde de ontem.

Originalmente escrita em 1986 com roteiro de Frank Miller, a HQ é considerada uma das principais obras do homem-morcego e conta o inicio da história de Bruce Wayne, além das primeiras aparições de alguns vilões.

Ela foi uma das principais influências para o filme "Batman Begins" e talvez por isso tenha chegado com tamanho tratamento nessa edição, já que o terceiro filme da série está previsto para 2012 e já conta com teasers e cartazes para enlouquecer os fãs (o primeiro que vi, com o símbolo do Batman nos prédios de Gotham achei fora de série).

O grande destaque da edição, com certeza, são os extras que contam com páginas do roteiro original e os esboços de David Mazzucchelli das paginas relacionadas ao lado, além de estudos de personagens, capas originais e estudo de cores de algumas edições.

Certamente um item obrigatório na estante de qualquer fã. Reler esta história me trará não só um gosto especial pela obra, como também um ar nostálgico. Até a próxima!

Abaixo segue teaser do novo filme.