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Domingo, 05 de Fevereiro de 2012

Ciclovia Virtual

André Pavani

Educar é a melhor forma de prevenção.

Quinta, 10 de Novembro de 2011 às 12h02

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SAUDAÇÕES CICLOECOLÓGICAS E POSITIVAS!

Imagino que todos estejam preocupados com a violência do trânsito araraquarense, mas com certeza poucos temos feito, e principalmente cobrado das autoridades competentes, soluções a curto e médio prazo.

O que vivemos hoje é fruto de um total descaso com a educação no país, em todos os níveis, e que se reflete diretamente no comportamento das pessoas na sociedade.

É inaceitável um país onde morrem 40 mil pessoas por ano vítimas de acidentes de trânsito. Nenhuma guerra em curso atualmente no mundo mata tanto quanto o trânsito no Brasil.

Então vamos lá. Ano que vem tem eleição, vão inundar nossas caixas postais e poluir a cidade com panfletos e cartazes horrorosos mas o que cobramos mesmo é competência administrativa.

Deixo aqui um vídeo sobre educação no trânsito, mais específicamente, sobre preparar as novas gerações de condutores sobre responsabilidade ao conduzir veículos em vias públicas. Aos candidatos que por ventura não entenderem o conteúdo do vídeo (está em inglês!), nos colocamos a inteira disposição, caso eleitos, a ajudar nesse processo!

Aos motorizados, um final de semana repleto de ótimos e longos congestionamentos!

Self-Reliance Grows in the Utrecht Traffic Garden from Streetfilms on Vimeo.

Ciclovia Virtual

André Pavani

Um amigo que se vai.

Quinta, 09 de Junho de 2011 às 07h56

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Sinceramente, ainda não entendo o que aconteceu.

A tarde sinistra de terça-feira, a tempestade de areia misturada a fumaça, tudo remetia a uma cena tipo Blade Runner ou algum outro filme barato de ficção cientifica pós holocausto nuclear.

Perder um amigo de forma tão estúpida e covarde é inaceitável, ainda mais conhecendo o Ricardo e toda sua preocupação com a segurança, o que ele sempre dizia para nós "ver e ser visto no trânsito".

Covarde, esse é o único adjetivo posso atribuir ao motorista do caminhão que o atropelou. Alegar que o Ricardo entrou na rodovia é um argumento frágil diante das marcas de pneu que ficaram no acostamento. Somente ele sabe o que realemente aconteceu.

Acho que está na hora de toda a sociedade se mobilizar em prol de justiça em relação aos acidentes de trânsito. Não é possível viver em um país onde um assassino é absolvido pelo STF e criminosos armados de veículos automotores sequer tem sua habilitação recolhida até que se apurem todos os fatos. Quando sentamos atrás do volante de um veículo sabemos da potencial letalidade inerente.

Ouvi uma amiga dizendo "essas malditas bicicletas", o problema não são as bicicletas, e sim, a impunidade.

Ciclovia Virtual

André Pavani

Dedicação e Superação

Segunda, 14 de Fevereiro de 2011 às 17h34

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NAMASTÊ

Dedicação e superação.

Qual o significado dessas palavras na vida de cada um de nós?

Nos dicionários da língua portuguesa temos basicamente as seguintes definições:

Dedicação - Afeto extremo, devoção para com alguém ou alguma coisa.

Superação - passar por cima; ir além; ser ou ficar superior; sobrelevar-se: superar a expectativa. Vencer, subjugar, dominar, dobrar: superar a resistência do adversário. Fazer desaparecer, remover, resolver: superar todas as dificuldades.

Meu amigo Douglas as tem tatuadas no ombro esquerdo, e conhecendo um pouco de sua vida sei o que representam. Ele as tatuou logo após correr a São Silvestre 2010. Suas fotos na Avenida Paulista a poucos metros da chegada, sorriso estampado, óculos escuros, provavelmente escondendo os olhos marejados, personificam o espírito de dedicação e superação.

As imagens do Team Hoyt - Dick e Rick Hoyt, respectivamente, pai e filho que já concluíram seis vezes o Ironman do Havaí, percorreram o mundo, emocionaram e ainda emocionam milhares de pessoas, e também retratam de forma fiel o significado de dedicação e superação. (Saiba um pouco mais dessa dupla em: http://www.teamhoyt.com/ ou na matéria feita por Tadeu Schmidt http://www.youtube.com/watch?v=cpzxBw-0XB4 / http://www.youtube.com/watch?v=ky2lEI2L9bI&feature=fvw, ou em qualquer outra busca no You Tube com o nome da dupla. Veja se resiste sem chorar)

As imagens dos sobreviventes da região serrana do Rio de Janeiro exemplifica da forma mais bruta tudo o que somos capazes de suportar e mesmo assim não desistir e seguir em frente. Quando viajei pela região do médio Itajaí, em Santa Catarina, palco da tragédia que antecedeu essa em 2008, vi de perto as marcas da destruição causada pelas chuvas associada ao descaso absoluto das autoridades brasileiras, leia-se poder público. Lá também presenciei in loco demonstrações bárbaras de dedicação e superação.

Outro dia desses estava sem a menor vontade de treinar, sem força mental, sem motivação. O que fazer nessas horas? Simplesmente continuar lutando, indo em frente. Quando cheguei à rodovia para meu treino de 100 km de bike fui tomado por uma sensação absurda de entusiasmo e felicidade. Coisa de maluco? Talvez, mas não sou capaz de expressar em palavras o que estava sentindo naquele exato momento. Algo do tipo, ainda bem que eu vim!

Entrar em casa após um treino bem feito provoca reações indescritíveis. Não apenas reações fisiológicas, mas sim, emocionais e espirituais. Transcende o plano físico. Não importa a distância, não importam os objetivos, não importa nada. A única coisa que realmente importa é a sensação de "dever cumprido".

Quando me perguntam por que faço isso, o que eu quero provar ao me desafiar em competições que parecem impossíveis, a resposta é simples. Faço isso porque adoro a sensação de me sentir vivo, e que o impossível simplesmente não existe, principalmente quando adotamos um estilo de vida pautado na dedicação e na superação.

Divirta-se com seus treinos e nunca desista de seus sonhos, por mais impossíveis que possam parecer, pois somente você tem a capacidade de torná-los realidade.

Olho Vivo

Emerson Bellini e Felipe Santilho

Narrar futebol: quanta emoção!!!

Sexta, 11 de Fevereiro de 2011 às 19h45

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Sempre respirei esporte e futebol, admirando muito os grandes locutores de tevê e rádio. E obviamente nunca na minha vida imaginei que teria o grande desafio de narrar um jogo de futebol.

Pois é. Não teve como escapar. Um projeto muito legal, criado pela editoria de Esportes da Tribuna e do Araraquara.com em conjunto com o departamento de vídeo da empresa, acabou me dando essa grande oportunidade.

No primeiro momento, fiquei preocupado, morrendo de medo. Só havia narrado na minha vida alguns jogos de videogame e futebol de botão com meus primos. Pois bem. Procurei me informar, comprei um livro - Manual dos Locutores Esportivos (Carlos Fernando Schinner) - e meti a cara.

Ao lado do Emerson Bellini, do Guilherme Bonini e do Fernando Martins, lá fomos nós para a Arena transmitir Ferroviária x Comercial, ainda um teste, ao vivo, pelo Araraquara.com. Eu narrando e o Bellini nos comentários.

Quando o Guilherme deu o "ok", não tinha mais para onde correr. Foi esfregar as mãos e mandar ver. Toda vez que as palavras não vinham, jogava o microfone nas mãos do Bellini, que mandava muito bem com seu bom humor e calma que sempre nos ajudou muito nos momentos mais difíceis.

E assim foi até o fim. Uma narração descontraída, meio desajeitada, mas que fizemos com muita alegria. Depois, vieram mais dois jogos: contra o Rio Preto e contra o Monte Azul. Problemas técnicos atrapalharam (aos poucos isso será melhorado), mas narramos os três jogos como se tivéssemos ao vivo para o mundo todo.

Acredito que a nossa melhor narração foi a última. Pena que pouca gente viu. Bom, só estou escrevendo isso para tentar descrever um pouco da nossa emoção e destacar o trabalho em grupo do nosso time.

Precisamos melhorar muito, mas muito mesmo, e jamais vamos desistir. E se você teve paciência para ler este texto até o final, fica a lição que nós da editoria de esportes tivemos. Não importa a área ou o local onde você trabalha ou atua. Faça com gosto e encare os desafios de frente como uma grande oportunidade. Esfregue as mãos e meta a cara! Ah, e confie no seu time!

Texto: Felipe Santilho

Foto: Lucas Tannuri

Ciclovia Virtual

André Pavani

NOSSA, ACHEI QUE ESTIVESSE MORRENDO AFOGADO!

Segunda, 31 de Janeiro de 2011 às 16h55

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NAMASTÊ

Após ter feito minha inscrição no Ironman me peguei pensando. E agora bonitão, como vai fazer para treinar? Na verdade, como vai fazer para sair vivo da água, afinal de contas, a natação é a primeira etapa de qualquer triathlon, a mais temida pela maioria dos atletas, e no meu caso, serão 3.800 metros em mar aberto.

Já estava treinando antes mesmo de me inscrever, mas minhas aulas de natação pareciam não evoluir, treinava, treinava, mas continuava achando que não estava saindo do lugar. Na verdade, estava saindo do lugar sim, da superfície para o fundo da piscina. Resumindo, eu era um saco de batatas tentando flutuar.

Mesmo estando a quase um ano da prova, comecei a me sentir inseguro quanto a minha capacidade de realizá-la. Comecei a conversar com nadadores de travessias e triatletas e todos diziam que havia tempo suficiente para me preparar adequadamente, para relaxar e curtir os treinos, etc, etc. Ok, minha praia sempre foi o ciclismo mesmo, e levando-se em conta que a evolução nas duas rodas também não se dá de uma hora para outra, resolvi relaxar.

Tentava relaxar, entretanto, toda vez que deitava na cama para dormir e pensava por alguns segundos na prova, a sensação de asfixia crescia assustadoramente. Meus pulmões simplesmente não estavam sendo capazes de abastecer meu cérebro com o precioso gás. Meu Deus! Isso não vai dar certo!

Minha amiga Patrícia Stuchi se prontificou em me ajudar diante do visível pânico que estava se instalando em mim. Fomos ao Sesc para treinarmos juntos e levei uma surra dela. Eu nadando "velozmente" e ela me dando um baile nadando de mãos fachadas. Risadas a parte, resolvemos investir tempo e trabalho em uma preparação específica, não para me tornar veloz, mas para conseguir sair vivo da água e o que é o mais importante, sem desperdiçar a preciosa energia que será gasta ao longo de um dia inteiro de esforço intenso.

Após meses de treinamento, ainda não me considero um bom nadador, simplesmente faço parte do grupo de atletas que iniciam as provas de triathlon loucos para que acabe logo a natação. Desse grupo outros 80% dos que largam estão comigo, ou seja, não sou o único. Cá entre nós, é preciso ser muito masoquista, ou idiota mesmo, achar legal as largadas de provas em águas abertas. Um bando de sem juízo disputando aos tapas, e aos chutes, um exíguo espaço para se deslocar e ao mesmo tempo conseguir respirar e não se afogar.

Minha primeira experiência em largadas de triathlons foi simplesmente apavorante. Me "hidratei" o suficiente para uma semana e apanhei mais que tamborim em ensaio de escola de samba do grupo de acesso. Quis me posicionar bem para a largada e acabei sendo massacrado por nadadores de verdade. Hoje, sigo conselho do chefe apache, "Mantenha-se calmo, e nade no seu ritmo". O que são alguns segundos, ou minutos, quando ainda temos muito chão pela frente depois que saímos da água.

Já não acordo mais de madrugada sonhando que estou me afogando, mas continuo treinando com muita dedicação e concentração, simplesmente para superar essa minha fraqueza. Nas sábias palavras de meu amigo Douglas, "Dedicação e Superação". Sempre.

BONS TREINOS.