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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

O shopping foi assaltado e eu e minha filha estávamos lá!

Domingo, 29 de Maio de 2011 às 22h47

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Passava das 13h quando eu e minha filha de quatro anos estávamos em uma loja de brinquedos no Shopping Metrô Itaquera.

De repente, uma correria começou nos corredores do local, a loja foi trancada e fomos levados para uma espécie de depósito da unidade, para nos escondermos.

Fomos avisados pela gerência que se tratava de um assalto e que ninguém poderia sair até que tudo se acalmasse.

Poucos minutos depois, a situação parecia controlada, as pessoas voltaram a transitar e eu resolvi sair da loja com a minha filha.

Quando estava pagando o estacionamento, próximo a uma das saídas, onde há uma escada rolante, ouvi o som de tiros vindo em nossa direção.

Eles começaram na parte de cima e os atiradores pareciam estar descendo as escadas. Peguei minha filha no colo _ela ainda segurava seu brinquedinho na mão_ e corri para fora.

Fiquei escondida atrás de um carro qualquer, enquanto a PM chegava. Vimos várias viaturas, um carro do Corpo de Bombeiros e um helicóptero Águia.

Minha filha começou a ficar muito assustada e pedia pelo pai. Abaixei-me, disse que tudo iria ficar bem e caminhei para o carro, que estava longe.

Eu só pensava em sair dali, pois a situação era caótica. As pessoas corriam desesperadas, muitas saíam chorando.

Conseguimos chegar no carro, mas sair do estacionamento foi difícil, pois as cancelas não estavam liberadas e quem não tinha pagado estava proibido de sair.

Mas, enfim, conseguimos. Por pouco, o passeio não se transformou em um horrível pesadelo.

A inexplicável felicidade de ser mãe

Sábado, 07 de Maio de 2011 às 23h06

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Quando engravidamos, a gente engorda, tem mais sono, incha, fica chorona, fica com medo, fica cansada...

Quando o bebê nasce, a gente dorme mal, sente o peito encher de leite e doer, tem um apetite de leão e não consegue mais ter o corpo e a disposição da juventude.

Quando a criança cresce, ela quebra nossas coisas, risca a parede, acorda cedo, não quer obedecer e pode tornar o dia a dia um caos.

Quando se torna adulto, o filho segue seu caminho, tem vontade própria, não para mais em casa, e faz as próprias escolhas.

Então, por que não resistimos aos eles?

Porque eles são, acima de tudo, nossa oportunidade de nos vermos melhoradas em um outro ser.

Eles nos ensinam que é possível amar sempre mais.

Que a gente é capaz de perdoar qualquer coisa.

E que temos força para aguentar tudo.

No fim, descobrimos que é por eles que existimos.

Feliz Dia das Mães a todas!

Entenda porque a gravidez afeta a visão

Quarta, 04 de Maio de 2011 às 15h15

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Quem está grávida ou já teve filhos sabe o quanto a visão é afetada. Em muitos casos, o grau do óculos parece insuficiente, há dificuldades para usar lentes de contato, os olhos ficam secos e são comuns inflamações oculares.

Segundo o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), "durante a gravidez, a córnea da mulher pode inchar, alterando a visão". A córnea é a parte clara e em forma de cúpula na parte frontal do olho.

Ele explica ainda que a "progesterona extra" é necessária para facilitar a produção de colágeno para revestir as cartilagens do corpo, como, por exemplo, no osso púbico, para ajudar o progresso do bebê pelo canal de nascimento. "A teoria é que essa ‘progesterona extra’ afete o colágeno da córnea, que se torna mais curvada durante a gravidez, o que pode tornar as mulheres mais míopes, por exemplo", explica Centurion.

Nos casos dos olhos secos, Sandra Alice Falvo, também do IMO, indica o uso de colírios para hidratação.

Os dois lembram que as alterações de visão que se manifestam durante a gestação geralmente são temporárias. É por isso que as mulheres grávidas devem resistir à tentação de trocar as lentes dos óculos durante a gestação.

Quando as taxas de hormônios se normalizarem, a visão e a capacidade de foco também se normalizarão.

"Apenas em 10% dos casos isso não acontece. Estes casos podem estar relacionados à maternidade tardia. Por volta dos 40 anos, é típica a necessidade de óculos para leitura. Unindo esta necessidade natural aos hormônios da gestação, os olhos podem perder sua capacidade de facilmente mudar de foco", diz a médica.

PS: Quando fiquei grávida, também tive problemas de visão. Assim que a Luiza nasceu, fui ao oftalmo e tive uma surpresa: o astigmatismo havia sido curado!

É preciso expor nossas crianças?

Segunda, 18 de Abril de 2011 às 18h53

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A tragédia que aconteceu na escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, completou duas semanas.

O assunto não sai dos jornais e da tevê tamanha a barbaridade do fato, que mexeu com todos.

Na época, houve muita discussão sobre como informar as crianças sobre o que aconteceu.

O que eu realmente acho é que não é preciso expor nossas crianças aos fatos.

Quem é maior discutiu ou discutirá o assunto em casa e na escola. E mais: verá televisão, internet e vai ler jornais. É o normal.

Mas quem é pequenino e ainda não sabe ler não precisa saber que o mundo é assim, cheio de violência.

Posso ser criticada pelo que digo, mas acredito que só devemos explicar o fato aos nossos filhos se realmente estiver relacionado à realidade do filho. Senão, acho desnecessário.

Sobre a tragédia no Rio

Sábado, 09 de Abril de 2011 às 21h07

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"Numa guerra não morrem milhares de pessoas. Morre um que gostava de espaguete, outro que era gay, outro que tinha uma namorada, um que cantava..." (Marcelo Masagão no documentário "Nós que aqui estamos por vós esperamos")

Foi a primeira frase que me veio à cabeça quando fiquei sabendo da tragédia na escola do Rio de Janeiro.

A dor e a comoção tomaram conta de todo o país, inclusive de mim, que sou mãe.

E a segunda coisa que pensei foi: "morreu uma menina que gostava de dançar, outra que estava descobrindo a juventude, um menininho que queria ser jogador de futebol e a adolescente que sonhava em ser modelo."

12 vidas foram levadas. Sonhos, esperanças, expectativas, futuros... Tudo se foi com a enxurrada de tiros.

E para os pais, os avós, os tios, os amigos, o que ficou?

Fica, sim, uma vida, pois o tempo é capaz de amenizar qualquer dor.

Mas, com certeza, fica também um vazio nesta vida do pai e da mãe que tem que continuar tocando, principalmente pelos outros filhos.

Algo como um plano interrompido ou um projeto frustrado.