Passava das 13h quando eu e minha filha de quatro anos estávamos em uma loja de brinquedos no Shopping Metrô Itaquera.
De repente, uma correria começou nos corredores do local, a loja foi trancada e fomos levados para uma espécie de depósito da unidade, para nos escondermos.
Fomos avisados pela gerência que se tratava de um assalto e que ninguém poderia sair até que tudo se acalmasse.
Poucos minutos depois, a situação parecia controlada, as pessoas voltaram a transitar e eu resolvi sair da loja com a minha filha.
Quando estava pagando o estacionamento, próximo a uma das saídas, onde há uma escada rolante, ouvi o som de tiros vindo em nossa direção.
Eles começaram na parte de cima e os atiradores pareciam estar descendo as escadas. Peguei minha filha no colo _ela ainda segurava seu brinquedinho na mão_ e corri para fora.
Fiquei escondida atrás de um carro qualquer, enquanto a PM chegava. Vimos várias viaturas, um carro do Corpo de Bombeiros e um helicóptero Águia.
Minha filha começou a ficar muito assustada e pedia pelo pai. Abaixei-me, disse que tudo iria ficar bem e caminhei para o carro, que estava longe.
Eu só pensava em sair dali, pois a situação era caótica. As pessoas corriam desesperadas, muitas saíam chorando.
Conseguimos chegar no carro, mas sair do estacionamento foi difícil, pois as cancelas não estavam liberadas e quem não tinha pagado estava proibido de sair.
Mas, enfim, conseguimos. Por pouco, o passeio não se transformou em um horrível pesadelo.


Quem está grávida ou já teve filhos sabe o quanto a visão é afetada. Em muitos casos, o grau do óculos parece insuficiente, há dificuldades para usar lentes de contato, os olhos ficam secos e são comuns inflamações oculares.