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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

Autonomia na dança

Sexta, 11 de Junho de 2010 às 03h00

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É sempre bom retomar aspectos históricos para que fatos recentes estabeleçam vínculos temporais, relações de permanência e potenciais traços de memória.


Entre 3 e 6 de junho, um importante projeto foi realizado pela primeira vez em nossa cidade - o Tap Week Brasil - Edição Araraquara, e contou com a participação de mais de 200 pessoas entre professores, alunos e público em geral.

Este poderia ser considerado apenas mais um evento de dança, mas a forma como ele se configurou e aconteceu o coloca em outro lugar.


Voltando à história: em 2001, a primeira oficina cultural implantada - Projeto Rithmus - pela então gestão municipal encabeçada por Edinho Silva, atraiu muitas crianças às aulas de percussão e sapateado. Daquela iniciativa, resultados incríveis vieram. Em 2005, foi criada a Cia. Shuffle Trips, com cinco garotos que começaram suas aulas de dança no Vale do Sol e se profissionalizaram, assim como a sapateadora Ana Karla, que está no elenco até hoje.


De lá para cá, muitas conquistas: título Honra ao Mérito pela Câmara Municipal, viagens ao exterior (Bolívia e Equador), seleção de um integrante na Escola PARTS (Bruxelas/ Bélgica), convites e festivais nacionais. A última grande conquista, nada efêmera, é justamente a organização do Tap Week Brasil. O que se viu em três dias foi o resultado de muito trabalho, cooperação e companheirismo.


Aproveito este espaço para tornar público meu sentimento de orgulho pelo que vi. Com tamanha dedicação e competência, jovens transformaram sonho em realidade. Realizaram uma semana de muito intercâmbio com aulas teórico-práticas de sapateado e música. A grande coroação do evento, no entanto, se deu no Espaço Solária, dia 6 de junho, com uma Jam Session com participação de sapateadores, bailarinos de dança contemporânea e de salão, numa noite de muita criatividade e improvisação.


Assim, concluo esta coluna parabenizando Ana Karla Marconato, Renata Pestana, Márcio Amaral, Diogo Motta, Nicolas Souza, Willian Ferreira, Henrique Pires e, em especial, Geraldo Jr., idealizador do projeto, um projeto que veio para ficar e se replicar.


Importante para Araraquara a inclusão deste evento no circuito cultural e, mais que isso, importante para a Dança, que ganha pessoas jovens para revitalizá-la em nossa cidade. Jovens com autonomia e responsabilidade, algo raro. Obrigada garotos pelo que vivi neste último fim-de-semana.

Grupo Gestus é convidado especial no SESC Piracicaba

Quarta, 19 de Maio de 2010 às 14h37

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O Grupo Gestus, de Araraquara/SP, é o convidado especial do projeto promovido pelo SESC Piracicaba intitulado "Linguagens do Movimento", que acontece a partir da próxima sexta-feira, dia 21 de maio.

Neste evento, o SESC Piracicaba, junto a artistas e instituições de dança de Piracicaba e região, mostra ao público a valorização do trabalho de conscientização corporal, gestual e de movimento.

O Espetáculo "Cortadores" (de Mário Nascimento), do Grupo Gestus, abrirá o projeto no dia 21 de maio, sexta, às 19h30, no Ginásio de Eventos. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.

A programação continua no dia 22 de maio, às 10h, no Ginásio de Eventos do SESC Piracicaba, com o espetáculo "Sobre Todos Nós" (de Gilsamara Moura), também com todo o elenco do Grupo Gestus.

A diretora Gilsamara Moura, atualmente Profa. Dra. da Universidade Federal da Bahia / Escola de Dança / Graduação e Pós, estará presente e dividirá o palco com os bailarinos: "manter o trabalho profissional que o Gestus vem fazendo, há quase 20 anos, é uma prioridade para mim. Apesar da distância, tenho estado presente em todos os eventos e orientado a pesquisa do grupo", diz Gilsamara.

Os grupos de adolescentes da guarda mirim e de instituições sociais de Piracicaba apresentam outros espetáculos no decorrer de toda a programação.

O GRUPO GESTUS E O ESPETÁCULO

‘CORTADORES’

Grupo Gestus - Cortadores

O espetáculo de Mário Nascimento, parte da iniciativa de que a resistência à dominação manifesta-se não somente através da visibilidade política de canais de instrumentos institucionalizados, mas de forma fragmentada nas dimensões banais da vida cotidiana de um trabalhador rural.

O Grupo Gestus realizou uma pesquisa sobre a trajetória do surgimento, consolidação e exclusão do bóia-fria, fazendo uma reflexão sobre seus trabalhos e características marcantes do dia a dia. "Cortadores" revela que da "arte de cortar cana", há uma interessante história a ser escrita: história da força braçal, da sobrevivência e superação. E outra versão, bem menos digna, a da exploração, controle político e dominação.

Com direção de Gilsamara Moura, o Grupo Gestus foi criado em 1990 e é formado por bailarinos que construíram um núcleo artístico de pesquisa e desenvolvimento criativo, vislumbrando uma nova forma de organização para a dança.

Os primeiros trabalhos do Grupo buscaram contato com profissionais de outras áreas, como artes plásticas, teatro e música, e foram desenvolvidos em espaços alternativos, geralmente cedidos por simpatizantes da filosofia do grupo.

Ao longo desses anos, o grupo esteve presente nos principais eventos de dança do país e possui em seu repertório vários trabalhos de dança contemporânea. Tem se apresentado por todo o Brasil e em vários festivais no exterior, em países como Peru, Colômbia, Alemanha, França, Argentina, Paraguai e EUA. Recebeu os Prêmios Caravana FUNARTE, En-Cena Brasil e Klauss Vianna.

O GRUPO GESTUS E O ESPETÁCULO

"SOBRE TODOS NÓS"

Grupo Gestus - Sobre Todos Nós

Imagine-se voltar à infância, reviver momentos de transição e agregar novas experiências, como se estivesse mais uma vez dentro deste universo repleto de imagens, imaginação e simbolismo.

No espetáculo "Sobre Todos Nós", com concepção de Gilsamara Moura e criação coletiva, compartilhada por todo o elenco, os espectadores revivem esse Tempo-Espaço de maneira transformada e associam aquilo que as crianças têm em comum: sonhos, desejos e carências.

Esse turbilhão de emoções é apresentado pelos 5 bailarinos que revisitam e recriam estes momentos.

Dezesseis crianças inspiraram este processo de criação. Crianças que podem ser qualquer criança. Crianças que falam sobre todos nós.

Dançar, como bocejar, contagia!

Sexta, 14 de Maio de 2010 às 03h00

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Escrevi um artigo, em 2007, para um livro sobre dança contemporânea para crianças cujo título é este: "Dançar como bocejar, contagia!" Resolvi sintetizá-lo aqui, devido à importância que ele tem em relação ao ensino da dança e às questões sobre aprendizagem motora.


Os pesquisadores Rizzollati, Gallese e Fogassi revelaram ao mundo sua pesquisa sobre neurônios-espelho, em 1994, na Universidade de Parma (Itália), quando, na verdade, essas células foram descobertas por acaso. Até pouco tempo atrás, as pesquisas centravam-se no indivíduo e seus processos internos, com menor interesse em como compartilhamos experiências, como nós cooperamos, como a solidariedade está incorporada ou não em nossos pensamentos e ações.


A descoberta dos neurônios-espelho traz à tona tais questões e revela que a observação de ações alheias ativa as mesmas regiões do cérebro de quem as executa. Isto é, ocorre uma duplicação interna dos atos alheios. Os neurônios-espelho lêem o outro e influenciam nosso comportamento a partir da leitura. Seres humanos usam os neurônios-espelho para imitar diretamente as ações e para compreender seus significados. Tais células, pelo que os estudos têm apontado, são responsáveis pelo aprendizado de quase tudo, de uma simples maneira de olhar até o mais complexo passo de dança. A qualidade da informação visual e da demonstração corporal é fundamental para o aprendizado motor. A visão de uma ação desencadeia um processo motor ainda sem instrução na criança. Olha aí o grau de responsabilidade do professor de dança!


Para mim, a dança nunca esteve dissociada da vida, uma aula de ballet, por exemplo, pode ensinar muito mais ao indivíduo do que a técnica simplesmente dita. Já em aulas de dança contemporânea, é inconcebível não situar o aluno, adulto ou criança, nos paradigmas da modernidade: simultaneidade, caos, ordem, repetição, contaminação, fragmentação, totalidade, por meio da pedagogia do movimento. A dança contemporânea pode conter em si tudo isso, mas será a metodologia transitória e em construção permanente que irá permear este universo de maneira criativa ou não.


Como os neurônios-espelho reagem a ações que são parte do repertório motor do indivíduo, minha hipótese é que se oportunizarmos uma gama extensa de estímulos motores às crianças, maior sua plasticidade ao longo da vida. E onde entram os neurônios-espelho? Justamente para reafirmar que quanto mais cedo a criança for estimulada de maneira global, mais repertório motor terá e mais possibilidades de conexão na fase adulta.


Se vemos o mundo com os nossos olhos e com os olhos do outro ou do grupo do qual pertencemos, nada mais interessante de desenvolver em aulas de dança do que a cooperação. Cooperação não como mero exercício de partilha, desprendimento, solidariedade, mas como uma habilidade inata que pode e deve ser estimulada pelos professores que acreditam na capacidade humana de troca e interação social mais saudáveis.

Gilsamara Moura

é bailarina, coreógrafa e pesquisadora, diretora do Grupo Gestus e da Cia Shuffle Trips, professora da Universidade Federal da Bahia e curadora do Panorama Internacional de Dança (PID)

Fórum de Dança!

Sexta, 30 de Abril de 2010 às 13h08

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O Grupo Gestus participou da 7°edição do Fórum de Dança de São José do Rio Preto que aconteceu de 18 a 24 de abril com apresentações em praças públicas,oficinas e

encontros.

Circulou com o espetáculo "Sobre Todos Nós"nas cidades de Fernandópolis,Votuporanga e S. J. do Rio Preto junto a Compagnie Irene K de Bruxelas/Bélgica

O Fórum contou com a participação de grupos amadores e profissionais de países convidados como Alemanha e Espanha.

Gestus apresenta!!

Quarta, 28 de Abril de 2010 às 13h07

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O grupo Gestus apresentou-se no Teatro Municipal de São Carlos

dia 31 de março a convite de Roberta Mazieiro,

o espetáculo "Sobre Todos Nós" na Quarta em Dança!

VALEU!!!

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