
por Felipe Turioni
Facebook muda perfil e cria Timeline com a história de vida do usuário; novos botões permitem compartilhar filmes e músicas em tempo real com seus amigos
Ver a história de uma vida passar diante dos olhos ficará mais fácil com as novidades anunciadas pelo Facebook, na semana passada. Até o próximo mês, os usuários da rede social que mais cresce no mundo poderão editar os perfis de suas contas com um novo visual baseado em uma verdadeira linha do tempo. Será possível publicar informações por ano e postar conteúdos antigos, recriando uma vida inteira na rede social. Foi a maneira que Marck Zuckerberg encontrou para centralizar ainda mais o internauta em seu site, diante do surgimento de páginas concorrentes, como o Google+ e o velho Orkut.
No início, a mudança será opcional e já é possível mostrar interesse e ficar entre os primeiros a experimentar o serviço. O mural atual dará espaço para janelas personalizadas, com as principais informações de cada ano ou fases da vida, escolhidas pelo próprio usuário: viagens, formaturas, casamento, lua de mel, nascimento de um filho, etc. Os acontecimentos poderão aparecer com fotos, localização ou apenas uma citação. "A Timeline é o que a pessoa descobre sobre você após uma conversa profunda", afirmou Zuckerberg durante o F8, evento que lançou as novidades, na quinta-feira. O fundador definiu o usuário como "curador da própria vida".
Se o passado ganhou destaque, o que acontece no momento, característico da web, não poderia ser deixado de lado. Por isso, foram anunciadas também novidades de compartilhamento em tempo real. Com novos botões, será possível assistir a filmes e ouvir músicas com os amigos. As pessoas não falarão apenas o que estão fazendo, poderão fazer juntas. "É impressionante o quanto de música que você descobre pelos seus amigos", disse criador do Facebook. Para isso, foram fechados acordos com o site de filmes Netflix e o Spotify, de músicas. O primeiro, que começou a funcionar no Brasil recentemente, considera que o País será um dos primeiros a ter essa opção. Já o Spotify ainda não funciona aqui e os brasileiros terão que esperar.
Entretanto, algumas novidades já podem ser notadas, como alterações no feed de notícias. Para a maioria dos cadastrados, as atualizações de suas amizades já aparecem do lado direito da tela, em tempo real. Já a Timeline do perfil só aparece para quem é desenvolvedor. No blog Publicitários Social Club você encontra um tutorial que ensina a mudar o status e já experimentar a Timeline.
Linha da vida
Terça, 27 de Setembro de 2011 às 09h27
0 ComentáriosFacebook com sotaque caipira
Terça, 20 de Setembro de 2011 às 17h30
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Rede social voltada apenas para Araraquara e Região surge em meio a tantos outros sites do tipo
por Felipe Turioni
Um jovem estudante de programação decide criar um site de relacionamentos para pessoas do círculo social em que está inserido. Nele, as pessoas se encontram e se conhecem por fotos e mensagens trocadas. Amizades da vida real que se concretizam no mundo virtual. Você já deve conhecer essa história, que agora se repete. Mas, ao invés de Harvard, falamos de Araraquara. Inspirado no Facebook, de Mark Zuckerberg, um araraquarense criou A Rede, endereço que pretende unir os usuários da cidade e Região em um só lugar.
Criado há 20 dias, o site possui até o momento 79 membros conectados a essa nova rede, que pouco difere das outras já existentes. "Nosso diferencial é centralizar os contatos de Araraquara e atingir o público da Região", explica Saulo Cassau, dono da "ideia". Segundo ele, a pequena adesão se deve a pouca divulgação, já que o site ainda passa por ajustes. Produzida em 15 dias, A Rede foi feita nos intervalos do trabalho de Cassau como programador no escritório de informática que possui, localizado na Rua Maurício Galli.
Inspiração
Ele não nega a inspiração na história de Mark Zuckerberg, que já reuniu mais de 700 milhões de usuários com o Facebook, mas sabe das diferenças e das limitações. "Conheci a história pelo filme ‘A Rede Social’ e me interessei em criar um site só nosso, para manter o povo mais unido e envolver a cidade inteira", explica sobre o que pretende emplacar como uma espécie de Facebook particular para os cerca de 210 mil habitantes da cidade. Entretanto, o espaço não deve restringir participantes de outras cidades. "Sem preconceito, se quiserem participar são bem-vindos", alerta.
Além dele, outras três pessoas fazem parte da equipe que administra o site, produzido na linguagem PHP, ideal para manter servidores e bancos de dados, mas sem a preocupação, em um primeiro momento, com a aparência. Pouco do layout já desenvolvido para melhorar a imagem do site e organizar suas funções foi feito em HTML, para maquiar o que a equipe desenvolveu em códigos. "Somos fanáticos por programação, e a aparência ainda deve ser melhorada", afirma Cassau.
Rede de informações
Com um banco de dados controlado por ele mesmo, o araraquarense pretende, com o tempo, aumentar o espaço de armazenamento, assim que mais pessoas entrem para a rede, garantindo a segurança das informações deixadas ali. "Temos acesso aos dados dos usuários, mas isso só deve ser acionado se preciso", explica. Como todo site de relacionamentos, o A Rede se preocupa com o conteúdo postado e scripts foram adicionados para avisar sobre uso indevido do espaço.
Com recursos parecidos aos do Facebook e do Orkut, o site permite envio de mensagens instantâneas, postagem de álbum de fotos, vídeos, descrição de perfil e interação em comunidades. A Rede ainda não permite bate-papo em tempo real e nem possui uma timeline, recursos que fizeram o Facebook se popularizar. Estes serviços devem entrar no site em breve, de acordo com o idealizador.
Facebook surgiu como gincana
A invenção do Facebook por Mark Zuckerberg, enquanto era estudante de Harvard, foi motivada pela vontade de escolher as estudantes mais bonitas da universidade. Como um verdadeiro ‘livro de rostos’, a rede recebia os votos dos estudantes. Depois disso, o Facebook passou a cadastrar usuários de toda a universidade, mas ao ser ampliado a outras instituições de ensino Zuckerberg percebeu o instrumento relevante que tinha em mãos, se envolvendo em uma polêmica sobre os direitos de criação, após o valor do site chegar a cifras dos bilhões. O araraquarense que criou a nova rede não tem a intenção de se tornar rico com o site, mas encontrou uma maneira de ganhar dinheiro, vendendo espaços publicitários. As páginas já contam com alguns anunciantes em várias partes do espaço.
Sem limite e à vontade
Terça, 06 de Setembro de 2011 às 19h24
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Conheça aplicativos que permitem falar ao telefone e trocar mensagens de graça
por Felipe Turioni
O cirurgião-dentista Roberto Barbeiro conheceu uma maneira de resolver problemas com pacientes e consultar os colegas de profissão por telefone, sem pagar pelas ligações. "Passei a usar o iPhone e amigos me recomendaram esse serviço, que ajuda muito no dia a dia e na redução dos gastos", conta.
Ele é um 12 milhões de usuários do aplicativo Viber, que permite fazer ligações de voz e trocar mensagens de texto gratuitamente, bastando uma conexão Wi-Fi ou de internet 3G, o que seria a única dependência das operadoras de telefonia móvel. "Procuro usar quando estou em casa ou no consultório, onde tenho internet sem fio, para evitar pagar ligações e nem depender do 3G, mas ainda uso pouco porque não são muitas pessoas que utilizam o programa", lamenta.
Aplicativos como esse livram os clientes das tarifas móveis, que no Brasil ainda são altas. Uma mensagem SMS, por exemplo, custa até R$ 0,35 para os brasileiros, mais que o dobro dos R$ 0,13 da média mundial, de acordo com levantamento da consultoria Acision.
A alternativa, entretanto, ainda não deve ser vista como ameaça para as empresas de telefonia que operam no Brasil. A área com tecnologia 3G ainda é reduzida. Na Região de Araraquara, por exemplo, apenas 12% da cobertura possuem tecnologia que comporta pacotes de dados, para fazer com que o uso desses aplicativos se torne popular e comece a oferecer riscos.
Walkie-Talkie
O profissional da área de T.I., Vaine Luiz Barreira, não gosta de usar o celular para conversas por SMS, mas não dispensa os novos aplicativos e redescobriu uma maneira de conversar como se estivesse utilizando um walkie-talkie, com o programa Voxer. "É como um rádio, mando a mensagem de voz e não tem a dependência da pessoa do outro lado da linha estar disponível naquele momento", comenta. No Voxer, os usuários chamam os contatos e uma mensagem avisa que há novos recados de voz. Com esse aplicativo é possível também mandar mensagens de texto.



O fim de uma era?
Quinta, 01 de Setembro de 2011 às 13h04
0 ComentáriosComo Steve Jobs inovou a tecnologia utilizada por nós e como sua criatividade deve ser mantida após sua saída da presidência da Apple
por Felipe Turioni
Ele revolucionou a informática e a cultura digital como as conhecemos hoje. Criou, ainda nos anos 1970, o computador pessoal e o primeiro micro controlado por mouse e com sistema de ícones e janelas. Facilitou.
Mudou a indústria do cinema de animação, lançou uma nova maneira de consumir música e inventou um jeito particular de ouvi-las. Modernizou.
Desenvolveu um celular-computador de apenas um botão e controlado pelos cinco dedos das mãos e com a mesma tática aperfeiçoou uma tabuleta eletrônica conectada com o mundo do conhecimento e da informação. Integrou.
Difícil imaginar que um homem dono de um cérebro tão criativo pudesse ter limites. Mas ele parou.

Ao renunciar à presidência da Apple, Steve Jobs foi além do que sua imaginação podia prever e viu-se forçado a deixar o controle de uma das maiores empresas do mundo nas mãos de uma equipe comprometida em manter a inventividade que atrai milhões de fãs no mundo inteiro com o ineditismo de seus produtos.
"Sempre disse que, se chegasse o dia em que não pudesse mais cumprir minhas obrigações e expectativas como presidente da Apple, seria o primeiro a informar a vocês. Infelizmente esse dia chegou", dizia o início da carta escrita por Steve Jobs e enviada aos funcionários da Apple, na semana passada, ao anunciar seu desligamento da empresa.
A mensagem, que ele também deixou ao que chama de "Comunidade Apple", sintetiza a fase debilitada por que passa o criador do iMac, do iPod, do iPhone e mais recentemente do iPad. Jobs enfrenta um câncer raro no pâncreas que já o fez se afastar da empresa em 2004 e em 2009, mas que desta vez o deixa em uma situação mais delicada. O afastamento foi a maneira que encontrou de enfrentar o desafio. Mais um dos muitos pelos quais já passou, em meio a tantas conquistas.
Jobs foi adotado poucos meses após seu nascimento, em 1955, por uma família que garantiu a seus pais biológicos que poderiam dar a ele uma educação de nível superior. Seus pais cumpriram o prometido, mas ele deixou a universidade ainda no primeiro semestre, dando o passo inicial para a excentricidade que o fez ser uma das personalidades mais notáveis no mundo dos negócios.
Aos 21 anos, ao lado do amigo engenheiro de computação Steve Wozniak, em uma garagem do Vale do Silício, na Califórnia, fundou a Apple e começou a entrar para a história recente da tecnologia. Lançou o primeiro computador para uso doméstico e criou o sistema operacional Macintosh, com uma interface gráfica amigável, sem a necessidade de digitar os comandos.
Após um desentendimento com um novo CEO, abandonou a empresa que fundou e, em 1985, criou uma companhia que 11 anos mais tarde foi comprada pela até então estática Apple. Jobs voltou ao comando e reverteu a situação da empresa com o lançamento do primeiro produto da geração "i", o iMac, com design diferenciado, uma de suas obsessões.
Em 2001 lançou o iPod e revolucionou a indústria da música com o sistema de compra online iTunes. Mas foi a partir de 2007 que massificou ainda mais a marca ao chegar no setor de telefonia móvel e lançar o iPhone, com tecnologia touchscreen, diferente de todos os outros smartphones existentes no mercado.
Em 2010, ao retornar de licença médica após um transplante no fígado, lançou outro produto revolucionário: o iPad, leitor digital, com acesso à internet e também com a tecnologia touch. Aparelhos feitos para pessoas que, em sua própria definição, "não sabem o que querem até você mostrar a elas."
É todo esse espírito revolucionário e inovador que a Apple deixada por Jobs deve manter. Tim Cook, o novo presidente sugerido por Jobs, que o substituiu em todos os momentos que precisou e já dirigia o dia a dia da empresa nos últimos meses, conhece bem o estilo de Jobs e divide as mesmas opiniões que fizeram sucesso com os produtos da Apple. "Acreditamos no simples, não no complexo", disse durante uma conferência.
Além dele, continuam na empresa dois nomes que têm muita importância no que a Apple é hoje: Jonathan Ive, vice-presidente de design, e Phil Schiller, vice-presidente de marketing, responsável, por exemplo, pela estratégia de vazar informações sobre os novos produtos Apple, aguçando a curiosidade da legião de applemaníacos do mundo todo e que reascende, a cada novidade lançada, a importância do legado deixado por Jobs.
Foco no produto garante sucesso da marca
Para usuários dos gadgets inventados por Steve Jobs enquanto esteve na presidência da Apple, o foco nos produtos lançados garante o sucesso da marca, que recentemente foi considerada pelo mercado a segunda maior do mundo, perdendo apenas para a gigante do petróleo Exxon Mobil. "Com certeza, há quem compre apenas pela marca, como status, mas a facilidade do uso dos produtos, a praticidade e as novidades tecnológicas chamam muito mais a atenção", acredita o consultor de informática Daniel Duarte, dono de vários ‘brinquedinhos’ com a marca da maçã. "Tenho iMac, MacBook, iPod, iPhone, iPad e uso tudo, cada um de uma maneira diferente", explica, comentando a fácil integração entre eles. "É a confiança na marca que faz isso, acreditando na qualidade do produto."
Sobre a legião de fãs que existem no mundo e a necessidade que alguns têm em comprar as novidades assim que são lançadas, compara a vontade com o espírito da marca. "Esses assimilam a postura da marca e querem sair na frente."
O publicitário araraquarense Gustavo Cerni usa computadores com sistema operacional da Apple há mais de 15 anos e concorda que as tecnologias criadas por Jobs ajudaram muito a tecnologia na sociedade de hoje. "Ele criou um conceito de comunidade. Ele era meio hippie e tentou passar essa mensagem em suas invenções. A compra de música pela internet ou então de seus aplicativos na AppStore representam isso.Está tudo em um mesmo lugar em uma rede interativa", diz.
Steve Jobs sem a Apple
Sexta, 26 de Agosto de 2011 às 20h05
0 ComentáriosO site norte-americano especializado em celebridades TMZ, o mesmo que anunciou a morte de Michael Jackson com exclusividade, divulgou, nesta sexta-feira, uma foto que seria de Steve Jobs atualmente. O cofundador da Apple renunciou à presidência da empresa na quarta-feira.

No início do ano, Jobs saiu de licença médica da Apple depois de um ano lutado contra um raro tipo de câncer no pâncreas. A agência detentora dos direitos da imagem ao lado, Grosby Group, confirmou que a foto de Jobs foi tirada hoje.
