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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

Cameron Crowe lança PJ 20

Sábado, 20 de Agosto de 2011 às 07h58

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Ficção sempre foi meu ponto de partida em estudos cinematográficos na escola de cinema. Lembro-me perfeitamente "os filmes" que surgiam em rabiscos nos papéis através de inspirações ao som de um walkman velho enquanto assistia as imagens ilusórias projetadas na janela do ônibus Penha, durante dez horas entre Araraquara e Curitiba.

Na época, via a realidade na ficção e um tremendo desinteresse do documento real. Ironicamente, hoje faço do real, uma visão ficcional em meus trabalhos. Sendo o ponto de interesse unicamente documental.

A evolução dessa leitura se ilustra a partir de meus quinze anos, lembro-me perfeitamente pois foi quando comprei o segundo Álbum do Pearl Jam, uma das bandas que me faziam criar histórias durante as viagens à escola de cinema.

Quase vinte anos depois, eis que surge PJ 20 "Pearl Jam Twenty". O documentário de comemoração aos 20 anos da Banda.

Dirigido por Cameron Crowe (Quase Famosos), o filme ilustra toda a carreira de uma das poucas bandas de rock que manteve sua integridade desde a forma original.

O filme traz depoimentos, imagens raras e uma trilha sonora cuidadosamente selecionada por Crowe e Eddie Vedder (líder da banda).

Segundo o blog The Playlist, o filme apresenta um álbum duplo, que chegará às lojas no dia 20 de Setembro, mesmo dia do lançamento do filme. São no total 29 canções entre sucessos da banda, demos e até instrumentais.

Confira a tracklist completa:

Disco Um
"Release" Verona, Italy
"Alive" Seattle, WA
"Garden" Zurich, Switzerland
"Why Go" Hamburg, Germany
"Black" MTV Unplugged
"Blood" Auckland, New Zealand
"Last Exit" Taipei, Taiwan
"Not For You" Manilla, Philippines
"Do The Evolution" Monkeywrench Radio
"Thumbing My Way" Seattle, WA
"Crown of Thorns" Las Vegas, NV
"Let Me Sleep" - (Christmas Time) Verona, Italy
"Walk With Me" - Mountain View, CA
"Just Breathe: - Saturday Night Live

Disco Dois
"Say Hello 2 Heaven" - Demo
"Times Of Trouble" - Demo
"Acoustic #1" - Demo
"It Ain’t Like That" - Demo
"Need To Know" - Demo
"Be Like Wind" - Demo
"Given To Fly" - Instrumental
"Nothing As It Seems" - Demo
"Nothing As It Seems" - Seattle, WA
"Indifference" - Bologna, Italy
"Of The Girl" - Instrumental
"Faithfull" - Pistoia, Italy
"Bu$hleaguer" - Uniondale, NY
"Betterman" - New York, NY
"Rearviewmirror" - Los Angeles, CA

Pessoalmente, vejo PJ 20 como um filme histórico, não por ser a banda responsável por me acompanhar em boa parte da vida, mas por trazer a tona, a história de uma das poucas bandas de rock americano que manteve sua ideologia desde sua formação. Por ter a história revelada através do líder, um dos mais respeitados profissionais do gênero. Por ser um documentário criado através de Cameron Crowe - foi crítico de música da revista Rolling Stones, além de ser apreciador do gênero. E por conter além de raras imagens de arquivo, uma vasta trilha sonora incomparável.

Para terém uma prévia, assistam o trailer em inglês (sem legenda):

Foo Figters: Back and Forth. Documentário + Show 3D

Sábado, 25 de Junho de 2011 às 10h12

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Foram 2 horas e 48 minutos e a única palavra que consegui dizer após as luzes se acenderem foi "emocionante".

O documentário "Foo Figters Back and Forth" e a exibição do show exclusivo do álbum wasting light em 3D é uma das experiências mais nervosas que já vi em cinema.

De forma discreta, o projeto foi exibido às 23:00hs do dia 24 de Junho em poucas salas no país, o que levou a não lotar e proporcionar assim uma tranqüila e marcante projeção.

Dirigido e produzido pelo americano James Moll (vencedor do Oscar por The Last Days - 1998), o documentário: Foo Figters: Back and Forth (2011) relata a trajetória de 16 anos da banda, revelada através dos depoimentos de William Goldsmith, David Grohl
Taylor Hawkins, Nate Mendel, Chris Shiflett, Pat Smear, Franz Stahl e Butch Vig.

De forma direta, objetiva e clara, James utiliza uma estrutura de narrativa construtiva. Abre o título da obra através de uma edição de imagens íntimas no decorrer da trajetória musical de todos os envolvidos utilizando uma coletânea de músicas significativas e clássicas do rock mundial. Representa uma evolução, tanto musical do gênero, quanto o emocional dos personagens, levando ao ponto de partida dos relatos através de David Grohl.

O início é o começo de carreia do músico, o que leva em poucos minutos a sua passagem pelo Nirvana e o convívio com os integrantes.

De forma objetiva, o diretor faz a dosagem correta com a passagem do início da carreira de David, destaque para um forte depoimento sobre o estado de saúde de Kurt quando este faz uma viagem à Roma após um estado crítico que a banda se encontrava no momento.

A simplicidade da montagem, passa rapidamente pela trágica morte do líder do Nirvana o que já leva ao start do que se estende a uma das bandas de Rock mais marcantes da atualidade.

A narrativa construtiva da história se remete ao fato de fixar a linha dramática através de David, o âncora da trajetória. Na medida em que surgem os integrantes que passaram e que fizeram parte da banda, tornam-se personagens, através de uma montagem simples e interessante através de fotos pessoais que revelam suas trajetórias até a entrada na banda.

De forma clara, paralelo as histórias, o diretor faz o apontamento dos importantes e premiados singles da banda, mostra raríssimas imagens através de arquivos pessoais registrados pelos próprios integrantes. São ápices marcantes realizados na medida certa, tornando a obra firme e memorável.

A narrativa se estende assim, revela histórias interessantes como o fato da banda, no início de sua formação, se incomodar nas coletivas de imprensa devido as críticas de seu surgimento e os questionamentos e comparações ao Nirvana, o que sempre levava o público a pedir que David tocasse alguma música e este em alto e bom volume dizia durante o show: "calem a boca". Ou o trágico estado de saúde do baterista Tyler quando ficou em coma através de uma overdose de drogas em uma turnê em Londres.

A montagem do documentário é muito rica, ao mesmo tempo em que cria esses relatos marcantes, faz com que a história evolui através do surgimento dos álbuns. Seus importantes singles através de imagens raras de shows e videoclipes o que remete ao momento fundamental para a banda, o maior show que já fizeram em suas vidas, tocar frente a 85 mil pessoas no estádio de Wembley, o espanto no rosto de Tyler e o estado de David é uma das cenas mais memoráveis e hilárias de todo o filme.

Mas um estado único e muito revelador é o desfecho e o clímax final. A criação de Wasting Light.

James mostra como foi o dia-a-dia do surgimento do álbum na garagem de David, revela todo o esforço, a estadia da banda na casa de seu criador com toda a família, a união de todos, criações coletivas e inesperadas, convidados especiais e momentos íntimos como acordar na madrugada para dar comida ao bebê. Todo o lado pessoal e a criação por trás do último álbum de uma das bandas mais memoráveis do rock n roll. Back and Forth é encerrado com a performance de Bridge Burning, levando ao público o resultado atual da banda.

Para fixar essa emocionante trajetória do que é o Foo Fighters, uma mensagem pessoal que proporciona ao público uma experiência vibrante é a exibição de um show exclusivo, emocionante e muito pessoal de todas as músicas do álbum Wasting Light em 3D. O que para mim revela um verdadeiro presente de satisfação e agradecimento da banda em toda essa trajetória de 16 anos de história aos responsáveis por todos esses anos até o momento, o público.

O que levo a revelar aqui como sendo um integrante desses adoradores de uma das melhores bandas de rock da atualidade. Nada melhor do que escrever este texto, através de, é claro, ouvindo o som de Wasting Light.

Para quem ler essa postagem a tempo, hoje, 25 de junho de 2011, terá uma segunda exibição do filme. Vá e se emocione, pois o documentário e o show levarão sua mente ao delírio com puro rock n roll.

Assista trechos do documentário:

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Segunda, 13 de Junho de 2011 às 18h26

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O poster proibido em vários países ao lado, já diz tudo e a previsão de estréia no Brasil é para Janeiro de 2012.

David Fincher volta a sua linguagem sombria e faz a adaptação do primeiro livro da trilogia sueca: Millenium. O filme Leva o título no Brasil: "Millenium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres".

A primeira adaptação - versão sueca: "Os Homens que não Amavam as Mulheres", dirigida por Niels Arden Oplev, foi realizado em 2009 e lançada no Brasil em dvd em 2010. Levou o prêmio BAFTA e um grande elogio da crítica.

Agora, Fincher imprime a sua versão:

Jornalista Mikael Blomkvist se alia com a hacker Lisbeth Salander para solucionar o misterioso desaparecimento da jovem Harriet Vanger. No ano de 1966, herdeira de um império industrial, desaparece sem deixar rastros.

O custo da produção foi em torno de $100,000,000 e os responsáveis pela a adaptação:

Steven Zaillian (vencedor do Oscar por A Lista de Schindler - 1993) quem faz o roteiro; Jeff Cronenweth ( A Rede Social) faz a direção de fotografia; Trent Reznor e Atticus Ross (vencedores do Oscar por A Rede Social) a trilha do filme; Kirk Baxter e Angus Wall (vencedores do Oscar por A Rede Social) fazem a montagem e no elenco, Rooney Mara (A Rede Social) faz a Lisbeth; Daniel Craig (007 Cassino Royale) faz Mikael; Christopher Plummer (Uma Mente Brilhante, 2001) faz Henrik Vanger; Robin Wright (Corpo Fechado, 2000) faz Erika Berger.

Seven e Clube da Luta marcaram visualmente a assinatura do talento de Fincher e Millenium promete surpreender novamente.

O trailer ao som de Immigrant Song - clássico do Led Zeppelin - na versão de Trent Reznor ilustram as belíssimas imagens sombrias, semelhante a fotografia de Seven, faz resaltar ainda mais as composições dos quadros com a ausência de áudio de cada cena.

Mas isso é uma mera análise, vejam com seus próprios olhos o trailer abaixo.

O terror de Guillermo del Toro

Segunda, 30 de Maio de 2011 às 19h13

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Guillermo del Toro é um escritor e diretor talentoso, iniciou a carreira com o curta de horror "Doña Lupe" de 1985. O primeiro longa, mesmo gênero, "Cronos" 1993.

Nascido no Mexico, foi chamando a atenção dos americanos de acordo com suas produções, foi o que o levou a escrever e dirigir a ficção "Mutação" de 1997, com Mira Sorvino e Josh Brolin no elenco.

Ficou conhecido mundialmente com o premiado e demoníaco "El Espinazo del Diablo" 2001, mas conquistou o público yank com Blade 2 (2002).

Guillermo além de diretor, também assume outros papéis, como roteirista, escritor, ator, produtor (atuante mais que diretor) entre outras.

Em seus projetos, sempre utiliza a estética do horror e fantasia como fator principal de criação e é muito bem conceituado na arte que faz, fez belíssimos trabalhos como a adaptação da HQ Hellboy (2004); O Labirinto de Fauno (2006) e Hellboy 2 (2008).

Ficou por um tempo com a direção e o roteiro de O Hobbit projeto em andamento da adaptação que antecede a saga O Senhor dos Anéis, mas devido aos problemas na produção, saiu da direção e agora divide o roteiro com Peter Jackson que assumiu de vez todo o projeto.

De volta à suas fantasmagorias, Del Toro produz e escreve: "Don’t Be Afraid of The Dark" 2010. Filme de estréia na direção de Troy Nixey, que com o lançamento do teaser já pode-se prever do que virá a ser a estréia marcada para 26 de Agosto nos cinemas americanos.

Na trama, uma garota passa a morar com seu pai e a namorada e descobre criaturas sinistras vivendo debaixo das escadas da casa. No elenco, Guy Pearce e Katie Holmes passam a viver o horror transcrito e criado através da mente de Guillermo Del Toro, assista (clicando aqui) o trailer completo divulgado nesta segunda-feira (30’05’2011)

Lars Von Trier é banido do Festival de Cannes

Quinta, 19 de Maio de 2011 às 15h55

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O "mundo"em Cannes esta realmente contra o diretor de Anticristo e do tão falado Melancolia.

Após a polémica que gerou através das declarações de Trier na coletiva de impressa (leia o post anterior aqui). Lars fez seu pedido de desculpas, mas hoje (19/05/2011) a comissão dos organizadores fez um comunicado oficial banindo o diretor do festival, o declarando "persona non grata".

Segue a nota:

"O Festival de Cannes oferece aos artistas de todo o mundo um excepcional lugar de discussão onde podem mostrar seus trabalhos e defender a liberdade de expressão e criação. A direção do Festival, em uma reunião inesperada ocorrida nesta quinta-feira, 19 de maio, lamentou profundamente que Cannes foi usado pelo diretor Lars von Trier para expressar comentários inaceitáveis, intoleráveis e contrários às ideias de humanidade e generosidade que regem o Festival desde o seu começo.

O Conselho de Diretores condena os comentários de Lars von Trier e o declara persona non grata no Festival de Cannes, com efeito imediato."

Mesmo banido, o filme de Trier que concorre ao festival, continua em competição pela a Palma de Ouro.

Realmente a ironia e a tentativa de fazer um humor ao "mundo" de Cannes ficou sem sucesso, só mesmo Melancolia para responder como de fato Trier tem pensado após a crise de depressão e assim captar o tal comportamento. Mas mesmo com as declarações desnecessárias, bani-lo foi uma atitude tão ofensiva quanto o que a comissão julgou a ser com as atitudes do diretor.

O que vale mesmo de toda essa história é o aguardo pelo filme.