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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

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Emerson Bellini

Ponto para a Arena da Fonte

Quarta, 23 de Novembro de 2011 às 03h00

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Por diversas vezes, esta coluna já criticou a administração da Arena da Fonte Luminosa, mas sempre com críticas construtivas e na esperança de que a Morada do Sol S/A, que administra o estádio, aprendesse com os erros. Agora, queria deixar aqui o meu elogio à administradora da Arena.

Na manhã de ontem, a presidente da Morada do Sol S/A, Eneida Miranda de Toledo, abriu as portas da Arena, reuniu a imprensa, e expôs todo o problema que o gramado possui. Atitude louvável da entidade. Ninguém precisou fotografar pelo muro, ou entrar escondido para ver de perto a situação do local.

Como já relatado na matéria de capa deste caderno, o gramado passará por uma grande reforma e ficará pronto para os jogos que irão movimentar Araraquara em janeiro.

Será uma verdadeira maratona de partidas. Tudo começa com a Copa São Paulo de Futebol Júnior, no dia 3 de janeiro. Logo após, no dia 25, o Oeste recebe o São Paulo pela Série A1 do Paulistão. No dia seguinte (26), a Ferroviária faz sua estreia na Série A2 do Paulista.

Não é de hoje que o caderno de Esportes da Tribuna Impressa aponta que o gramado da Arena precisava passar por uma reforma geral. Não adianta remendar um pedaço aqui e outro acolá, sendo que o problema era bem mais grave.

A única coisa de que este humilde colunista discorda é que os shows não prejudicam o gramado. Todo grande evento causa danos. É assim no Estádio do Morumbi, do São Paulo, no Etihad Stadium, do Manchester City, e em diversas arenas que recebem shows pelo mundo afora. Estes grandes espetáculos são importantes para o custeio dos estádios, mas eles também têm de ser discutidos com a empresa que aluga o espaço para que o gramado seja preservado ao máximo.

Acima de tudo isso, está o patrimônio público em que se converteu a Arena da Fonte Luminosa. E vamos cuidar do que é nosso. Não é mesmo?

Notinha final

Queria aproveitar este espaço também para comentar sobre o jogaço entre Basquete/Araraquara e Franca, pela Liga Nacional. Para quem pensava que o time araraquarense seria o saco de pancadas do torneio, enganou-se. E muito. Franca teve de jogar como nunca para vencer o adversário, em casa, com o Ginásio Pedrocão lotado.

Este é o Basquete/Araraquara, a Fênix do esporte da Morada do Sol.

*Emerson Bellini é editor de Esportes da Tribuna Impressa e escreve às quartas e sextas
emerson@tribunaimpressa.com.br

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Emerson Bellini

Sábado é dia de perrengue, bebê!

Quarta, 16 de Novembro de 2011 às 03h00

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Perrengue, no dicionário informal, refere-se a uma situação de dificuldade, aperto, sufoco. Um exemplo: ‘Passei o maior perrengue nessa viagem’.

Mas qual o motivo deste jornalista abrir uma coluna com uma palavra destas? Mostrar o significado da mesma? Dar um exemplo com uma frase sobre viagem?

É simples. Sábado é dia do primeiro perrengue para a equipe de basquete masculino de Araraquara na Liga Nacional (LNB). O time local viaja de ônibus até Uberlândia — mais ou menos umas cinco horas de estrada —, no mesmo dia da partida. Parece mentira, mas não é.

Sem dinheiro e apoio do poder público local, os guerreiros araraquarenses iniciam sua primeira batalha na LNB no que mais parece um ‘tour’ de banda de rock iniciante. Ou não?

O time viaja sem grana no bolso, em um ônibus comum, faz bate-volta, e parte para outra.

Vocês tem ideia do que é ter dois metros de altura e viajar em um ônibus não-adaptado e ainda encarar uma partida de Liga Nacional?

E o pior. Araraquara faz as primeiras partidas na LNB fora de casa. Depois de Uberlândia, o time joga em Franca. Ufa, pelo menos é perto. Aí vem a pior parte, na terceira e quarta rodadas. A equipe vai percorrer exatos 1.212 km, de ônibus, até Vila Velha, no Espírito Santo, para enfrentar os donos da casa — 14 horas de viagem. De Vila Velha até Vitória (ES), na outra rodada, é só atravessar a ponte para a próxima partida.

Como disse o técnico de Araraquara à nossa reportagem, ‘é lamentável o que estão fazendo com o esporte na cidade". Concordo em gênero, número e grau. Quando empresários e poder público acordarem, as portas já estarão fechadas e com placas de aluga-se na frente.

Enquanto isso, na Morada do Sol, somos primeiro mundo em educação, saúde e qualidade de vida. E no esporte? O primeiro mundo passa bem longe, bebê...

*Emerson Bellini é editor de Esportes da Tribuna Impressa e escreve às quartas e sextas
emerson@tribunaimpressa.com.br

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Emerson Bellini

Coitada da Ferroviária

Sexta, 11 de Novembro de 2011 às 03h00

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A divulgação da tabela da Série A1 do Campeonato Paulista de 2012 e a consequente realização dos jogos do Oeste contra São Paulo e Corinthians, na Arena da Fonte, deve prejudicar a Ferroviária na Série A2 do ano que vem.

O jogo entre o time de Itápolis contra o Tricolor do Morumbi, no dia 25 de janeiro, em Araraquara, irá coincidir com a estreia da Locomotiva. Apesar da Federação Paulista de Futebol (FPF) ainda não ter divulgado a tabela da Série A2, a primeira partida da Ferroviária na competição será justamente em casa. E no dia 25. A solução para a diretoria do time grená será solicitar a mudança da data à FPF, ou até mesmo mandar esta partida longe de casa.

Outra bizarrice vai ocorrer no dia 1º de abril. E não é mentira! O Timão vem a Araraquara para enfrentar o Oeste e, justamente nesta data, a última rodada da fase de classificação da Série A2 de 2012 será realizada.

Caso o jogo do Corinthians na Arena da Fonte seja televisionado, não haverá chances de mudar esta partida. A solução seria a Ferroviária, correndo o risco de estar brigando pelo acesso, jogar fora de casa e tentar a sorte em outra cidade. Uma barbaridade.

Só lembrando mais uma vez que a FPF ainda não divulgou a tabela da completa da competição, mas as datas da primeira e da última rodada já foram definidas.

Obras do destino? Ou somente aquelas coisas que ocorrem com a equipe de Araraquara? Coitada da Ferroviária...

Ferroviária unificada

Parece que finalmente caiu o ‘Muro de Berlim’ que dividia a Associação Ferroviária de Esportes (AFE) e a Ferroviária S/A. O processo de unificação das duas entidades deve ser sacramentado até o final deste mês e colocar um ponto final nesta novela. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Marcinho Guerreiro na Locomotiva?

O experiente volante Marcinho Guerreiro estaria na mira da Ferroviária para a disputa da Série A2 do Paulista de 2012. O atleta está defendendo o Goiás, na Série B do Brasileirão. Já não é a primeira vez que escuto o nome dele sendo ventilado como reforço do time grená. Será?

*Emerson Bellini é editor de Esportes da Tribuna Impressa e escreve às quartas e sextas.
emerson@tribunaimpressa.com.br

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Emerson Bellini

De novo, basquete pede socorro

Quarta, 09 de Novembro de 2011 às 03h00

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O assunto parece velho, mas não é. Após quase ficar fora da disputa do Campeonato Paulista de 2011, e ter sua confirmação realizada em cima da hora na competição, o Basquete/Araraquara vive outro drama. E desta vez, em escala maior.

O time masculino da Morada do Sol corre o sério risco de não disputar a temporada 2011/2012 da Liga Nacional de Basquete (LNB) por falta de investimentos. Para quem não sabe, Araraquara foi um dos clubes formadores da Liga e, até o momento, participou de todas as edições da LNB.

Com um orçamento beirando os R$ 35 mil, a Associação de Basquetebol de Araraquara (ABA), entidade que gere a modalidade na cidade, precisa de, ao menos, mais R$ 20 mil para não fechar as portas e ficar ausente da LNB.

Todos os fãs de esporte em Araraquara estão fazendo a mesma pergunta: "O que ocorre com as modalidades de ponta na cidade?"

O vôlei feminino da Uniara já ficou fora da Superliga 2011/2012, após conquistar bravamente a vaga dentro de quadra, por não ter R$ 8 mil para complementar seu orçamento. A Ferroviária, que não consegue voltar à elite do futebol paulista desde 1996, quando caiu à Segundona, também sofre com falta de investimentos e vive passando o chapéu e pedindo esmolas às poucas empresas locais que ainda acreditam na equipe.

No basquete não é diferente. Em um bate-papo informal com o diretor da ABA, o guerreiro José Roberto Fernandes, ele informou que já cansou de receber ‘nãos’ do empresariado local e afirmou que a diretoria mata um ‘leão por dia’ para manter o basquete vivo em Araraquara.

Agora é o modesto jornalista aqui perguntando: "Onde estão os políticos de Araraquara para ajudarem estas modalidades a ter um orçamento digno das competições em que elas atuam?"

Já falei que sou contra dinheiro público investido em equipes de competição, mas um ‘empurrãozinho’ para agendar uma reunião com algum empresário não iria fazer mal a ninguém, não é mesmo? Temos vereadores, deputados estaduais e um deputado federal. Todos com influência em vários setores do empresariado local e, até mesmo, nacional. Será que uma boa alma destas não quer ajudar um time de basquete que tantas alegrias já deu para sua fanática torcida?

Ainda dá tempo de costurar algum acordo. A estreia do time de Araraquara é no próximo dia 19, contra Uberlândia, na casa dos adversários. Gostaríamos de ver a equipe entrando em quadra. Seria possível?

*Emerson Bellini é editor de Esportes da Tribuna Impressa e escreve às quartas e sextas.
emerson@tribunaimpressa.com.br

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Emerson Bellini

Viva o Santa Cruz

Sexta, 04 de Novembro de 2011 às 03h00

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Após a primeira partida das quartas de final da Copa Paulista, a Ferroviária terá outra ‘missão impossível’ para eliminar o Comercial e ficar com uma das vagas na semifinal da competição.

A derrota por 2 a 1 na Arena da Fonte força a Locomotiva a vencer o Leão por uma diferença de dois gols, amanhã, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto — o estádio do Comercial está em reformas. E é neste ponto, na arena do Botafogo, que as esperanças voltam a acender-se no time grená.

Consultando os confrontos da Ferroviária nos últimos cinco anos no Santa Cruz, a equipe do técnico PC Catanoce conquistou três vitórias, empatou outras quatro partidas e foi derrotada uma única vez. É claro que o adversário era o Pantera, mas não é incorreto afirmar que o estádio é um verdadeiro salão de festas grená.

Quer mais esperanças para o duelo decisivo de amanhã? As três vitórias da Ferroviária no Santa Cruz, sobre o Botafogo, foram com placares necessários para o time avançar à semifinal da Copa Paulista. Vamos aos jogos.

Em 2007, na mesma Copa Paulista, a Locomotiva bateu o Botafogo por 3 a 0, no dia 27 de outubro. No ano seguinte, em 2008, em duelo válido pela Série A2 do Paulista, a Ferroviária atropelou o Pantera, por 4 a 1. No mesmo ano, só que na Copa Paulista, outra vitória da equipe de Araraquara: 2 a 0.

A única derrota em Ribeirão Preto foi em 2009, na Copa Paulista, pelo placar de 1 a 0. Os empates ocorreram em 2006, na Série A3 (0 a 0) e Copa Paulista (1 a 1); em 2007, também pela Copa (2 a 2); e, mais recentemente, neste ano, pela Copa Paulista (1 a 1).

Jogando no Estádio Santa Cruz, nos últimos cinco anos, a Ferroviária balançou a rede adversária por 13 vezes e sofreu apenas seis gols.

As estatísticas ajudam, mas todos nós sabemos que, no futebol, o que vale é bola na rede. E tem também aquele incômodo tabu da Ferroviária contra o Comercial nesta temporada. Nos cinco jogos disputados contra o adversário em 2011 — dois pela Série A2 e mais três na Copa Paulista —, a Locomotiva não ganhou nenhum deles. Foram dois empates e três vitórias do Bafo. A Ferroviária marcou três gols e sofreu seis.

As fichas estão na mesa. Façam suas apostas!

*Emerson Bellini é editor de Esportes da Tribuna Impressa e escreve às quartas e sextas
emerson@tribunaimpressa.com.br