Segunda, 26 de Setembro de 2011 às 11h37
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Gostaria primeiramente de dar os parabéns a minha cidade por ter proibido os rodeios! Depois de muitos anos de luta, e até de protestos, nossa cidade hoje pode comemorar dias melhores sem esse tipo de evento que se vangloria com a tortura de animais. Demonstração desnecessária de força do homem sobre o pobre animal indefeso, cheio de aparatos de tortura sobre seu corpo, que pula e luta para se livrar deles! É o espetáculo do horror, da selvageria humana sobre aqueles que não podem falar, apenas expressar em seus olhos a tristeza e a dor que sentem.
Olhando o site do ANDA (Agência de Notícias de Direitos dos Animais), vi esse artigo que casa com o assunto.
Fiquei muito feliz ao ler essa matéria, me parece que finalmente as pessoas estão se conscientizando que algumas "tradições" e festivais não combinam com tortura aos animais. Afinal, na minha cabeça não cabe que festa, show, alegria, entretenimento, combinem com esse tipo de ato.

Assim como as touradas, outro exemplo de um festival típico de Portugal, Espanha, França e alguns países da América Latina, mas que festeja o que mesmo? Há tá, o final trágico da morte de um touro que ficou sendo irritado e fincado até o seu fim. Realmente bela cultura, bela forma de se entreter. Não me importa a origem disso, não me importa seu significado, não nada disso! Nada justifica esses atos bárbaros em pleno século XXI!
Espero que gostem do artigo e abraços a todos!
Fabiana de Oliveira
Barretos está se tornando uma marca indesejável
Euripedes Kuhl
euripedes.kuhl@terra.com.br
Vale a pena ler e divulgar. Empresários tomem cuidado ao patrocinar eventos que envolvem maus-tratos aos Animais.
por Guilherme Armando Contrucci
Sou professor titular da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), do Senac SP e de duas grandes universidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de ter um programa de televisão na UOL, e também participo do Conselho Deliberativo do Clube Ipê de São Paulo, Greenpeace e sou também palestrante empresarial.
Há muito tempo percebe-se que aversão aos rodeios no Brasil cresce muito mais rápido que os admiradores do evento, mesmo levando-se em consideração o crescimento orgânico desses espetáculos e sua exposição na mídia em geral.
Mas, ao contrário do que se prega na publicidade e no marketing comercial do produto, a imagem da marca está cada vez mais se consolidando como "lugar onde se reúnem pessoas alegres, celebridades de baixo nível (as garotas e garotos de programa da televisão) e apologistas da tortura animal". Este dado não é minha opinião pessoal.
Em recente pesquisa feita com cerca de 450 alunos das classes B, C e D moradores na grande São Paulo, idades variando de 20 a 34 anos, trabalhadores da indústria formal, identificou-se que a marca Barretos é sinônimo de diversão e crueldade animal.
Dos 450 entrevistados, cerca de 83% responderam que participariam dos eventos se não houvesse o show dos peões e animais, 55% responderam que as cidades promovem rodeios por questões financeiras e não culturais.
Na pesquisa , Barretos foi considerada uma cidade sem "estímulo para visitação" por conta da crueldade contra os animais.
Alguns artistas que participaram dos eventos no passado, tendo em vista o comprometimento de suas imagens com o espetáculo cruel contra os animais, não aceitaram mais participar dos mesmos. Os nomes desses artistas não serão divulgados aqui, mas há dois casos notórios que tornaram-se cases de marketing, e encontram-se nas páginas pessoais desses cantores.
Num deles, a artista pediu desculpas num show que realizou em 2010, para cerca de 10.000 fãs, por ter participado e cantado num evento de rodeio.
Outro dado importante refere-se à campanha que dois clubes esportivos estão promovendo em São Paulo capital, desde 2009, para proibir a entrada de marcas que patrocinam os rodeios. Um dos clubes tem meu nome no conselho deliberativo, e aprovou semana passada uma proposta para o concessionário de alimentação barrar as bebidas dessa marca que patrocina o rodeio de Barretos.
Nas aulas e palestras em universidades que tenho a oportunidade de participar o tema "proteção animal" já é recorrente nos trabalhos de conclusão de curso e monografias. A Uninove apresentou no ano passado um seminário sobre touradas, cultura e conflitos sociais, e o tema rodeio foi amplamente debatido, cuja conclusão final foi a aversão por tais espetáculos. Espero ter contribuido de alguma forma.
Fonte: http://www.anda.jor.br/2011/09/08/barretos-esta-se-tornando-uma-marca-indesejavel/