Terça, 12 de Abril de 2011 às 16h06
1 Comentário
O conceito de Computação em Nuvem (Cloud Computing) começou como um modismo, mas hoje posso afirmar que é um modelo computacional que veio para ficar, e que irá impactar profundamente como as empresas utilizam TI.
Esse modelo invadiu de uma vez por todas as estratégias das corporações, e entrou no discurso mesmo dos mais descrentes sobre se a "nuvem" vingaria ou não.
A ideia é entregar TI como serviço, liberando as empresas para se concentrarem mais em seus negócios, além de proporcionar menor custo e maior facilidade de uso e implementação.
Para explicar como funciona, gosto muito da analogia com a energia elétrica. Quando ligamos um aparelho na tomada, não nos importamos se a eletricidade vem da usina de Itaipu, de Tucuruí ou de Ilha Solteira, simplesmente queremos usar o aparelho. No mês seguinte nós pagamos por essa energia consumida.
Na Computação em Nuvem será da mesma forma. A empresa colocará na "nuvem" a aplicação que precisa utilizar, sem se importar onde estão fisicamente os servidores, quais sistemas operacionais eles executam, o sistema de armazenamento e de cópias de segurança, etc. No mês seguinte simplesmente pagará pelo que utilizou. É o modelo "pague somente o que utilizar", como também ocorre com a conta de água e de telefonia.
Imagine você comprar um servidor para colocar sua aplicação e utilizar apenas 30% da capacidade dessa máquina. Estará perdendo 70%, pois pagou pelos 100% de processamento. No modelo em nuvem você pagará apenas pelos 30% efetivamente utilizados.
Eis algumas características desse novo conceito:
Baseado em serviços: as tecnologias ofertadas devem se adaptar às necessidades das empresas, não o inverso.
Escalável e elástico: precisa oferecer a capacidade de aumentar ou diminuir a utilização da tecnologia de acordo com a demanda. Além disso, o conceito implica que recursos podem ser acrescidos ou retirados do pacote contratado conforme a necessidade da empresa.
Compartilhado: o compartilhamento de recursos permite economias de escala, com a TI sendo utilizada no máximo de sua eficiência.
Medido pelo uso: o prestador de serviços cobra pelo quanto o cliente usou da tecnologia e não no custo dos equipamentos/licenças. Essa métrica pode ser definida por horas de utilização, transferência de dados, consumo de armazenamento, etc.
Resumindo: esse modelo pressupõe escalabilidade e elasticidade que permite entrega de tecnologia sob demanda.
Há 30 anos o mundo era mainframe. Há 20 anos, cliente-servidor e os próximos anos serão de Computação em Nuvem.