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Quarta-Feira, 22 de Fevereiro de 2012

Terça, 14 de Dezembro de 2010 às 14h46 ( Atualizado em 14/12/2010 às 15h11 )

Morre a socióloga Heleieth Saffioti

Informações colhidas pela reportagem apontam que a professora não estava doente; notícia da morte foi recebida com surpresa por funcionários da Unesp e personalidades políticas

Por Fernando Martins

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A socióloga e professora Heleieth Saffioti morreu nesta terça-feira em São Paulo, aos 76 anos. O corpo está sendo velado e será sepultado às 15 horas no Cemitério do Morumbi, na capital paulista. Natural de Ibirá (SP), a professora ficou conhecida por ser uma das primeiras feministas brasileiras a publicar livros e artigos sobre a condição das mulheres, tornando-se referência para a história do feminismo no País.

Informações colhidas pela reportagem apontam que a professora não estava doente e a notícia da morte foi recebida com surpresa por funcionários da Unesp e personalidades políticas próximas, como o ex-prefeito e deputado estadual eleito Edinho Silva (PT). Ele se manifestou por meio de uma nota de pesar.

Heleieth foi casada com o professor Waldemar Saffioti, do Instituto de Química da Unesp de Araraquara, morto em 1999. Com a morte do professor no ano seguinte, Heleieth doou para a Unesp a Chácara Sapucaia, de propriedade da família e local onde fora escrito o livro "Macunaíma", de Mário de Andrade.

O local, situado no bairro do Carmo, foi transformado no Centro Cultural Professor Waldemar Saffioti (CCPWS) e é usado para o desenvolvimento de projetos educativos e culturais, beneficiando adolescentes e jovens de 14 a 25 anos da comunidade. O Centro é vinculado ao Instituto de Química, mas integra também a Faculdade de Ciências e Letras, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas e a Faculdade de Odontologia.

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4 Comentários

  • 14 de dezembro de 2010 às 18h03 | Cristiane Gercina disse:

    Para o Brasil, uma grande perda, para as mulheres, uma perda que não dá para mensurar, afinal, foi a primeira a falar por nós. E parabéns ao Portal Araraquara.com Pela ótima matéria.

  • 15 de dezembro de 2010 às 00h00 | Rosana Morgado disse:

    Educadora, feminista, mulher, uma pessoa complexa, sem receio de externar essa complexidade; sem dúvida, uma intelectual firme em suas posições e mais que tudo ávida pelo conhecimento e pelo debate... Para mim, orientadora e formadora, no apendizado, no debate, na interlocução, uma saudade e uma falta imensa... Rosana Morgado (ESS/UFRJ)

  • 15 de dezembro de 2010 às 14h59 | Teresinha D´aquino disse:

    Meu imenso pesar e meus agradecimentos à Profa. Heleith, mestre rigorosa que mesclava puxões de orelha com muita ternura (socióloga aposentada da UNESP - Marília, orientada pela Profa. Heleieth no Mestrado).

  • 24 de fevereiro de 2011 às 13h34 | Dinah Lima disse:

    Acompanhei a professora Heleieth, nos dias em que esteve muito doente,ela dizia ja cansada. Fiquei no hospital com ela 15 dias(motivo) desidrataçao, Ela tinha depressao. Ha muitos anos vinha lutando contra a fibromialgia, e muitas vezes se sentia muito sózinha.