Os professores da rede municipal rejeitaram, no início da noite de ontem, a proposta da Secretaria Municipal da Educação para adequação da lei federal que determina reserva de um terço das horas trabalhadas para atividades extraclasse.
De acordo com os 90 professores reunidos, a proposta da Secretaria cumpre a lei, mas não se alinha às necessidades atuais dos professores.
O presidente da Associação dos Profissionais do Magistério do Município de Araraquara (Ampa), Alexandre Ferrari, explica que a lei tem dois pontos positivos: melhora a condição de trabalho do professor e aumenta os postos de trabalho.
Representante da Ampa e do Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar), Agnaldo Andrade, diz que a Prefeitura fala na contraproposta que aceitou os termos dos professores, mas, na realidade, se contradiz. "O Sindicato só é forte se a base é forte, por isso a decisão de aceitar ou não, fazer greve ou qualquer coisa do tipo, tem que ser de todos", disse, antes da votação.
Nenhum professor mostrou-se favorável à proposta durante a votação e ela foi inteiramente recusada. A proposta inicial dos professores será entregue com ressalvas à Secretaria, na segunda-feira.
‘Queremos fazer ajuste, mas falta dinheiro’
De acordo com o secretário municipal da Educação, Orlando Mengatti Filho, a Pasta está aberta para dialogar sobre as propostas dos professores, entretanto, reforça que tem a responsabilidade de pensar nos alunos e no orçamento.
Mengatti Filho diz que foram contratados desde outubro do ano passado 235 funcionários, entre professores, merendeiras e agentes educacionais, para atuar na rede. "Vamos aguardar a contraproposta para tentar balancear as nossas necessidades e as dos professores."
