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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

Domingo, 05 de Fevereiro de 2012 às 03h00 ( Atualizado em 04/02/2012 às 20h28 )

Cresce a procura da Classe C por viagens internacionais

Emissão de passaportes aumenta 64,4% na Polícia Federal de Araraquara; Argentina e Chile são os destinos mais procurados

Por Gustavo Ballestero

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Araraquara registrou aumento na procura por pacotes de viagens internacionais para membros da Classe C em 2011. Segundo agências de viagens da cidade ouvidas pela Tribuna Impressa, houve um incremento médio de 30%.

A delegacia de Polícia Federal da cidade, que atende também a região, registrou uma elevação de 64,4% na emissão de passaportes no último ano, na comparação com 2010.

Érica Garutti, da agência de turismo Business Class, acredita que a facilidade de pagamento dos pacotes, atualmente, seja um dos principais motivos do aumento na procura. "Antigamente, o pacote devia ser pago em três ou quatro prestações. Agora, é possível dividir em até 12 vezes sem juros."

Outro item apontado por Érica é que o preço das viagens ao Exterior caiu em média 20%. Ela explica que, com isso, o custo de uma viagem com estada por uma semana em um resort na Região Nordeste do Brasil, por exemplo, sai por praticamente o mesmo preço de uma viagem ao Caribe — algo em torno de R$ 8 mil.

Para Ricardo Smirne, da Prodaplan Turismo, além das facilidades de financiamento e pagamento, o dólar tem apresentado uma cotação favorável. Ele soma a isso o aumento do poder aquisitivo da população nos últimos anos.

Smirne revela que os destinos mais procurados pelos araraquarenses são Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile, e que o preço de pacote de viagens oscila muito, pois existem variáveis, como tipo de transporte, hospedagem escolhida e alimentação requisitada pelo cliente. "Hoje, com US$ 650 (cerca de R$ 1,1 mil), é possível fazer um pacote bem legal para esses países", diz.

Réveillon

A professora Polyana Kanegae, de 29 anos, viajou com parentes para a Argentina no último dia 26 de dezembro e ficou por lá até o primeiro dia de 2012. Há anos ela planejava o passeio, mas só agora realizou este sonho. "Há muito tempo queria fazer essa viagem e agora consegui. Passei o réveillon em outro País", conta, orgulhosa. Ela não revela quanto gastou, mas diz ter achado o preço razoável para a época do ano. "O mais caro foi a passagem de avião. A hospedagem e a alimentação ficaram mais baratos do que eu imaginava", comenta Polyana.

Busca por intercâmbio também cresce

A busca por atividades de intercâmbio também apresentou aumento no Estado de São Paulo, de acordo com a Bex Intercâmbio, agência especializada no negócio. Não existe levantamento regional; entretanto, a agência afirma ter havido aumento de 25% na procura pela atividade em todo o Estado. A agência STB Intercâmbio, de Araraquara, diz que apenas 1% da sua clientela, no momento, é composta pela Classe C.

Análise

Benefícios para todos

Quando cresce a procura por viagens internacionais, os dois países — o de origem e o de destino — são beneficiados.

O visitado ganha porque a atividade turística gera renda, pois é preciso oferecer transporte, hospedagem e alimentação aos turistas, coisas que fazem parte da infraestrutura das cidades.

A França, por exemplo, por ser um dos países mais visitados do mundo, tem grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) baseada no turismo.

Por outro lado, quando um determinado país apresenta aumento na emissão de turistas ao Exterior, ele denota um grande poder de compra e um acréscimo na qualidade de vida por meio do lazer.

Eduardo Rois Morales Alves
Economista da Uniara

Brasileiros na ‘Bombonera’

O consultor comercial Gustavo Luiz Bronhara, de 33 anos, também foi para a Argentina no ano passado, acompanhado da esposa, a comissária de voo Janete Cristina de Souza Bronhara, 32.

Apaixonado por futebol, ele relata orgulhoso que teve a oportunidade de conhecer "La Bombonera", estádio oficial do time de futebol Boca Juniors, o mais popular daquele País.

Bronhara diz que achou o preço de uma viagem para Buenos Aires, com hospedagem e alimentação, bem mais barato do que pagaria se fosse para cidades ou Estados das Regiões Nordeste e Sul do Brasil.

Ir até a região dos vinhos brasileiros ou à Serra Gaúcha, por exemplo, era mais caro do que sair do Brasil.

"Na Argentina, deu para a gente tomar vários tipos de vinho e namorar bastante", conta Gustavo.

R$ 1,1 mil

É o preço que pode custar um pacote de viagem para Argentina ou Chile, países preferidos por turistas da nova Classe C araraquarense

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