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Salário médio do araraquarense cresce mais que o do Estado

Valor chega a R$ 1,9 mil; empresas industriais de utilidade pública pagam o dobro, enquanto o comércio é o setor que mais empreg

07/12/2013 - 21:59

Araraquara.com - Da Reportagem

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Kris Tavares/Tribuna Impressa
Vivian é um dos 18 mil empregados do comércio

Trabalhar nas empresas do setor de serviços industriais de utilidade pública, como a Araraquara Transmissora de Energia (leia sobre a empresa abaixo), por exemplo, garante bom salário. O ganho é quase o dobro da média salarial do araraquarense. Por outro lado, é comércio o setor que mais gera oportunidades de emprego.

O valor médio do funcionário do setor de serviços industriais é de R$ 3.751,45. Já a média salarial dos trabalhadores da cidade é de R$ 1.909,54. Os dados são da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2012 e foram divulgados nos últimos dias.

Em comparação com 2011 (R$ 1.858,81), a média de ganho do araraquarense teve incremento de 2,73%. O aumento porcentual é maior que o registrado no Estado de São Paulo, cuja média passou de R$ 2.304,65 para R$ 2.329,86, acréscimo de 1,09%.

Além dos serviços de utilidade pública, outras três categorias receberam em 2012 média maior que a da cidade: administração pública (R$ 2.442,22), indústria de transformação (R$ 2.210,97) e serviços em geral (R$ 1.946,49).

Até melhor

Cícero Nunes, diretor de remuneração da Posicional.com, empresa araraquarense especializada em cargos e salários, avalia que a média salarial do araraquarense está equiparada à do Estado de São Paulo. É que, dependendo do município, o custo de vida é maior. “Na Capital, por exemplo, o aluguel é mais caro, o transporte é mais caro, é tudo mais caro”, diz.

Só por comparação, o salário médio do trabalhador formal de Rio Preto é de R$ 1.862. A cidade tem praticamente o dobro da população local.

Segundo a diretora do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Araraquara, Eneida Miranda de Toledo, o mercado de trabalho da cidade será incrementado pela vinda de empresas como a Randon (transporte comercial e ferroviário) e a Baxter (ramo farmacêutico), nos próximos anos.

“A demanda delas será por profissionais qualificados, que ganham mais. A tendência é de melhorar a média salarial do município”, afirma.
Comércio

Setor que mais emprega trabalhadores na cidade, com 2.674 estabelecimentos, o comércio também registrou aumento de salário no período (4,94%, de R$ 1.329,04 para R$ 1.394,74).

A gerente da camisaria Sixtini, Vivian Marcondes, 33, recebe cerca de R$ 1,4 mil, além de comissão relata que o salário cresce ano a ano. Ela tem curso técnico em secretariado.
Sobre o futuro, a gerente diz estar feliz com a atual posição, mas não descarta subir mais alguns degraus.

“Eu poderia ser transferida para uma unidade de Sorocaba e ganhar mais, mas, por enquanto, prefiro ficar”, afirma, citando a família e o custo de vida como os principais motivos. “No caso de uma oferta muito boa, posso analisar”, completa.

Trabalhadores da cidade estão mais escolarizados

O Rais mostra que, de 2011 para 2012, o total de trabalhadores registrados na cidade caiu de 76.983 para 74.989.

A maioria dos que saíram é de um grau de instrução menor, de analfabetos até o ensino fundamental.
Ou seja, quem ficou está ganhando mais, analisa Cícero Nunes. “Se eu tiro os salários baixos da fórmula, a média tende a subir. Esses trabalhadores podem ter ido para a informalidade [sem registro em carteira] ou trocaram de cidade”, afirma.

Segundo ele, a tendência é a mão de obra ter cada vez mais escolaridade, com formação em cursos técnicos ou graduação.
“Isso tem crescido por causa dos incentivos às faculdades, como as bolsas. E quanto maior a instrução, maior é o salário”, afirma.

Segundo o estudo, o número de trabalhadores com ensino médio completo cresceu de 32.470 para 33.952 e representa a maior parcela.

Os com ensino superior incompleto caíram de 2.397 para 2.328, enquanto os com graduação saltaram de 9.466 a 9.630.

Por outro lado, as maiores quedas foram entre os analfabetos (-35%) e até 5ª série, incompleta (-30%) e completa (-26%).
O estudo do Ministério do Trabalho e Emprego também informa o número de portadores de deficiência por ramo de atividade em Araraquara.

O setor que mais emprega é o de serviços, com 268 profissionais, seguido pela indústria de transformação, com 235. No total, segundo o Rais, eram 621 deficientes trabalhando na cidade em 2012, contra 527 no ano anterior.

Comércio emprega 18 mil pessoas

Segundo o presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara), Antônio Deliza Neto, o comércio representa 35% da força de trabalho da cidade e emprega cerca de 18 mil pessoas.

Para ele, o aumento de salários do setor reflete o bom momento econômico vivido pelo País nos últim
os anos. “A economia estava aquecida e tivemos aumento real por quatro anos, acima da inflação. Com maior renda, aumenta também o consumo”, afirma. De acordo com Deliza, para 2013 e 2014, são esperados crescimentos comedidos. “Haverá um aumento mais equilibrado, uma estabilização.”

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