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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

Quinta, 02 de Fevereiro de 2012 às 03h00

Os esportes que mais crescem

Por volta de 2005, eu preparava um texto de divulgação sob a insistência da diretora de marketing: “Não se esqueça de escrever que o golfe é o esporte que mais cresce no mundo”.

Por Rodrigo Brandão*

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Por volta de 2005, eu preparava um texto de divulgação sob a insistência da diretora de marketing: "Não se esqueça de escrever que o golfe é o esporte que mais cresce no mundo". Antes da conclusão do campo oficial, eu, dois tios e um ex-sócio nos aventuramos pelo buraco um, que deveria ser completado em quatro ou cinco tacadas. À exceção do ex-sócio, que conseguiu cumpri-lo em 10, 11 movimentos, nós três não chegamos ao green com menos de 25, e lá se foram mais oito, nove cada um até que a bola caísse. Ao invés de voar, a bolinha foi arrastada em sofrimento até seu destino. A definição de um desses tios foi preciso, ao término da jornada de mais de duas horas: "Parecia hóquei". Esse mesmo tio, alguns dias depois, me telefonou: "Viu, e se passássemos as férias de julho no buraco dois?".

Desde mais ou menos essa época, o pôquer vem tentando alcançar o status de modalidade esportiva, e, em seguida, a envergadura de esporte que mais cresce no mundo. As mesas pela Internet facilitaram a vida dos jogadores espalhados pelo planeta, e as transmissões da ESPN ajudaram a "popularizar" (este termo não vale nem para o golfe nem para o pôquer) o Texas Hold ’Em no Brasil.

As corridas de rua, além da "popularização" (apesar da preparação exigida e do preço de um tênis próprio para a atividade), pretendem longevidade, bem-estar, integração com o espaço urbano e, claro, o título de esporte que mais cresce no mundo.

O UFC (representando lutas corporais e artes marciais), que já tem a Globo como aliada para a "popularização", é o mais recente candidato a esporte que mais cresce no mundo, se não por interessados em praticar, ao menos como arrebatador de fãs e espectadores.

Ainda não adentrei um octógono. Das quatro opções, prefiro o pôquer. Contudo, meu esporte favorito continua sendo "escrever". Com este, são 124 textos em cinco meses. Empunhar cartas, empurrar fichas e apertar teclas. Percebo meus dedos torneados. Eles estão mais fortes do que nunca.

* é jornalista e publicitário
rodrigobrandao@tribunaimpressa.com.br

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