A semana ficará registrada como um tempo de esperança em nossa cidade. O prefeito cumpriu o que prometeu: inaugurou a Gota de Leite. Foi uma festança. Muito plural, por sinal. Todas as correntes políticas relevantes estavam lá. Não era para menos. A Gota é mais que plural. A Gota é parte da essência de nossa cidade. Uma instituição quase secular que havia fechado as portas.
Mas os cuidados com a maternidade em geral fizeram demonstrar a imperiosa necessidade de reabri-la. Cidades modernas já têm maternidades exclusivas. Quem pode escolher não tem seus filhos em hospitais gerais. Por que não estendermos este benefício aos mais carentes? Esta foi a opção de Barbieri e sua equipe resgatando a própria essência histórica da Gota.
Foi muito emocionante ver a homenagem ao Dudu Lauand e sua família. Aliás, nunca vi os Lauands todos reunidos tão felizes. Estavam eufóricos. A Gota não teria existido sem o Dudu e seus abnegados amigos, como lembrou sexta-feira aqui em nossa Tribuna o Dr. José Welington Pinto.
Que da festa venham os resultados. Primeiro, o ambulatório e, em maio, o hospital propriamente dito.
Por que criticar o pleno funcionamento somente em maio? Ridícula a crítica. É não olhar para o amanhã. Uma obra desta é para décadas ou séculos; não para hoje. O desafio se cumpriu. Agora, a dificílima tarefa de dotar o hospital de toda a infraestrutura necessária. Mas chegaremos lá. Essa foi nossa opção. Renunciamos a certas coisas para investir em saúde. E o investimento se concretizou; isso é histórico e verdadeiro. Isso é o que conta, na verdade.
* é advogado e professor da Uniara
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