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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

Mais que uma Gota de esperança

Domingo, 11 de Março de 2012 às 03h00

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A semana ficará registrada como um tempo de esperança em nossa cidade. O prefeito cumpriu o que prometeu: inaugurou a Gota de Leite. Foi uma festança. Muito plural, por sinal. Todas as correntes políticas relevantes estavam lá. Não era para menos. A Gota é mais que plural. A Gota é parte da essência de nossa cidade. Uma instituição quase secular que havia fechado as portas.

Mas os cuidados com a maternidade em geral fizeram demonstrar a imperiosa necessidade de reabri-la. Cidades modernas já têm maternidades exclusivas. Quem pode escolher não tem seus filhos em hospitais gerais. Por que não estendermos este benefício aos mais carentes? Esta foi a opção de Barbieri e sua equipe resgatando a própria essência histórica da Gota.

Foi muito emocionante ver a homenagem ao Dudu Lauand e sua família. Aliás, nunca vi os Lauands todos reunidos tão felizes. Estavam eufóricos. A Gota não teria existido sem o Dudu e seus abnegados amigos, como lembrou sexta-feira aqui em nossa Tribuna o Dr. José Welington Pinto.
Que da festa venham os resultados. Primeiro, o ambulatório e, em maio, o hospital propriamente dito.

Por que criticar o pleno funcionamento somente em maio? Ridícula a crítica. É não olhar para o amanhã. Uma obra desta é para décadas ou séculos; não para hoje. O desafio se cumpriu. Agora, a dificílima tarefa de dotar o hospital de toda a infraestrutura necessária. Mas chegaremos lá. Essa foi nossa opção. Renunciamos a certas coisas para investir em saúde. E o investimento se concretizou; isso é histórico e verdadeiro. Isso é o que conta, na verdade.

* é advogado e professor da Uniara
fernando.passos@tribunaimpressa.com.br

Araraquara em Nova York

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012 às 03h00

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Pelo TôLigado de nossa Tribuna, fiquei sabendo que Nova York, certamente uma das cidades mais festejadas do mundo, receberá no coração da ilha de Manhattan, em abril próximo a exposição de um artista meticuloso, araraquarense da gema, Hygino Rosim Savino. Entre 21 de abril e 26 de maio, cidadãos do mundo todo poderão, na galeria "Works of Art", endereço 383 West Broadway, NY, conhecer parte da arte maravilhosa do artista que adotou o nome artístico Gino Savino. A exposição denominada "The White Garden in New York" mostrará uma vez mais ao mundo as microesculturas de Gino que são feitas de maneira espetacular em grafites de lápis. Isso mesmo. Nesses grafites, Gino esculpe milimetricamente desde imagens sacras como "jardins de New York".

A dimensão de seu trabalho é já universal. Novembro será a vez dos holandeses conhecerem a exposição que será exibida em Amsterdã.

Conheci Gino na adolescência. Ele era um dos dirigentes do grupo de jovens da Igreja Matriz de São Bento. Agreguei-me perifericamente ao grupo, pois na verdade frequentava a Igreja de Santo Antonio. Mas aprendi muito com a geração de Hygino.

Casou-se com Laura, um encanto de mulher. Gino abandonou sua profissão para dedicar-se exclusivamente à arte. Inicialmente, ganhou a vida esculpindo portas. Há muitas delas em Araraquara. São belíssimas. Depois as xilogravuras. De casamento eu e Rosangela ganhamos uma maravilhosa. Gino estava insatisfeito com a pouca valorização dos artistas no Brasil. Mudou-se com a família em 2001 para Vancouver no Canadá. De lá vem ganhando o mundo. Para que o leitor possa conhecer o extraordinário trabalho de Gino, recomendo uma visita ao site www.ginosavino.com, isso para quem não puder dar uma esticada à NY, of course.

* é advogado e professor da Uniara
fernandopassos@tribunaimpressa.com.br

Você realmente sabe o que faz?

Domingo, 05 de Fevereiro de 2012 às 03h00

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Cotidianamente, somos obrigados a tomar inúmeras atitudes para cumprirmos nossas obrigações, realizarmos nossos sonhos, tornar nossa vida em sociedade possível e, acima de tudo, para sermos coerentes com nosso pensar, nossa crença e nossos propagados ideais.

Mas será que na tomada de decisão, muitas vezes inúmeras em apenas uma hora do dia, sabemos realmente o que estamos fazendo? Será que mantemos nossa coerência ou a ambição desmedida, o amor próprio, o egoísmo nos cegam a tal ponto de rompermos com tudo — mesmo que revestidas nossas ações de um bom discurso —, atuando de forma desproporcional e contraditória?

Esse mundo sem princípios, onde o relativismo acaba por dominar (tudo se justifica), está fazendo com que pessoas aparentemente de bem cometam arbitrariedades, cheguem às raias da insanidade. Será que não percebem o mal que fazem a si mesmas? Mais que isso, dependendo da posição que ocupam, não percebem os males que causam à sociedade pelo mau exemplo, pelo agir pretensioso motivado exclusivamente na ambição sem medidas?

Falsear os fatos, ambicionar pelo mal alheio, tirar proveitos das situações inevitáveis ou catastróficas, desejar o caos para dele emergir como solução é algo abominável, execrável e isso ocorre em todos os setores da vida pública e privada, embora seja mais perceptível em algumas situações concretas.

Você realmente sabe o que faz quando toma suas decisões? Quando acusa, quando julga, quando espalha versões? Quando se manifesta? Quando diz sim e, principalmente, quando diz não? O relativismo pode impedi-lo de ser sincero nessas respostas, mas o seu íntimo saberá a verdade. Eis a questão.

* Advogado e professor da Uniara
fernandopassos@tribunaimpressa.com.br

Maldades sem fim?

Domingo, 29 de Janeiro de 2012 às 03h00

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No filme Melancolia, de Lars Von Trier, Justine diz a Claire sua irmã: "A terra é má; não precisas sofrer por ela... ninguém vai sentir falta dela". E ainda insiste: "tudo o que sei é que a vida na terra é má!". Este sentimento, inesperadamente encontrei no início do ano com alguns atos desastrosos da política local.

Vivencio nossa cidade há quase 40 anos. Embora tenha 48 de idade, com nove anos já trabalhava incansavelmente na livraria do meu pai, convivia com políticos através de meus tios e, em toda adolescência, vivi intensamente a vida social e política da cidade. Trabalhava em creches, asilo, fazia reuniões da juventude política, era um grande agito.

Assim cresci e depois me tornei vereador muito jovem, suplente de deputado estadual e chefe de gabinete do vice-governador de São Paulo. Tudo antes dos 30, até abandonar esta vida por completo e passar a assistir, colaborar e participar da construção da sociedade por outras vias.

Posso afirmar com tranquilidade: ninguém ganhará eleições em Araraquara, forçando a barra. Aqui as coisas são construídas, são naturais; repito: aqui ninguém ganha na marra. Há disputas sim e até acaloradas. Mas há respeito às Instituições e ao resultado que das urnas emana. Ninguém se dobra ao poder; mas quem o almeja verdadeiramente, tem de respeitá-lo. É a condição mínima para sua ascensão.

Agressões ao Legislativo; demagogias que já antevi em outro artigo; suposto crime tributário; utilização das redes sociais para falsos debates (muito mais se constituindo em canal de meras e abomináveis fofocas de baixo calão) entre outros descalabros abrem o ano arruinando as expectativas da boa vida democrática e procurando consolidar o vale-tudo que aqui nunca pegou e ouso afirmar: nunca pegará. Voltemos à serenidade. Este sempre foi o nosso caminho.

* é advogado e professor da Uniara
fernandopassos@tribunaimpressa.com.br

Museu do Futebol

Domingo, 08 de Janeiro de 2012 às 03h00

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Enfim visitei o Museu do Futebol em São Paulo. Instalado no legendário Estádio do Pacaembu, o museu cumpre exatamente a maior finalidade desejada pelos museólogos e tão pouco compreendida pelas pessoas em geral: a história realmente ali resgata a vida em sua integridade. Ou seja, é museu vivo, atual e, através dele, o visitante se interage, diverte-se, emociona-se e até mesmo joga futebol se desejar.

Muitos amigos me criticam por gostar de museus. Um dia um deles disse: "jamais viajaria com você que adora museu e igreja, é velharia geral". Essa ideia muito arraigada no imaginário popular pensa o museu como algo estagnado, morto, coleção de coisa velha, ultrapassada, sem vida e sem nada dizer ao futuro além de mera satisfação da curiosidade. Por isso, muitos se afastam dos museus.

Ledo engano. Na história, buscamos maior compreensão do que realmente somos; evitamos erros já consagrados, admiramos feitos antepassados e nos inspiramos através destes feitos para o amanhã ou mesmo para o agir constante.

Assim se insere grande parte da museologia moderna: fazer com que os museus propiciem interação com o visitante, atraindo-o para uma percepção da atualidade baseada no passado. O Museu do Futebol de São Paulo é exatamente isso. Se você não se contiver, vai chorar, garanto.
São diversas salas, ambientes maravilhosos, cheios de interatividade, emoção e alegria. Homenagens por toda parte; vídeos, comentários, sons e espaços virtuais resgatam nossa paixão pelo futebol e, através dele, aspectos importantes de nossa história.

Impressiona ver visitantes com uniformes de seus times. No emocionante setor do grito das torcidas, não me contive e também gritei: "sou louco por ti, Corinthians, ou Corintia", como queiram. Mas há espaços para todos como bem consagra nosso futebol. Porém, quase arrumei confusão.

* é advogado e professor da Uniara
fernandopassos@tribunaimpressa.com.br