Hoje, dia 11 de fevereiro de 2012, na tentativa de descrever parte do que tenho vivido esta semana em Salvador, retorno a esta coluna, desejando a todos os leitores mudanças conscientes, solidárias e mais humanas. Como se a vida pudesse ser reinventada, eu olho para o cenário baiano e vejo: uma alegria imensurável de viver, gentileza e generosidade. Porém, a realidade que se mostrou esta semana me aflige muito. Não preciso falar o que todos estão acompanhando pelas tevês e jornais; quero apenas dividir com vocês algumas contradições no âmbito da Dança.
Nicolas Fernandes de Souza, formado pela Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira e bailarino do Grupo Gestus, ingressou com louvor na Graduação em Dança da Universidade Federal da Bahia (a primeira do Brasil). Fazer a matrícula dele no último dia 08 foi uma espécie de renovação de minhas crenças na profissão.
Contradição 1: solicitei o projeto político-pedagógico atualizado da EMD Iracema Nogueira (para fins de uma publicação internacional) à Secretaria Municipal de Educação, à Secretaria de Cultura e à Assessoria de Imprensa, em 1o/11/2011. Não recebi resposta alguma até hoje, 3 meses e 10 dias.
Contradição 2: notícia de assalto seguido de assassinato do jovem estudante Marcelo Barros. Fui banca dele na fase de Habilidades Específicas do Vestibular 2012 para Dança na UFBA, em dezembro último. Fez um teste brilhante e emocionante. Vai dançar para as estrelas agora!
Em meio a tantas outras contradições, sigo construindo a Dança por aqui e por todos os lugares por onde passo e uma última para vocês, caros leitores: "Araraquara está invadindo Salvador". Mas sobre isso, falarei na próxima coluna. Até daqui 15 dias!
* é Doutora em Comunicação e Semiótica (Políticas Públicas em Dança), diretora do Grupo Gestus e Idealizadora do projeto Gestus Cidadãos/LUPO
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