
Acredito que o único motivo para a autora Stephenie Meyer dividir a estúpida história de "Crepúsculo" em quatro livros é o comercial, visando lucros.
É inegável que dar o título de "saga" à medíocre dúvida de uma personagem que avalia a porcentagem do amor em um triângulo amoroso é de um exagero absurdo, que soa como uma imbecilidade tremenda, mas rendeu a terceira continuação nos cinemas.
Este se inicia com a negação a um pedido de casamento. No primeiro filme, a mesma personagem já havia concluído que o vampiro era o amor de sua vida. No segundo, ela se entregou ao "batismo" para se tornar uma vampira e viver feliz para sempre.
Não sei o que é pior em uma produção tão micha como essa, começando pelas atuações. Todos os atores parecem ter passado por sessões de botox com o Dr. Hollywood para encarar seus personagens. Bella (Kristen Stewart) não dá sequer um sorriso em todo o filme; Edward (Robert Pattinson) é um verdadeiro boneco de cera, não reage nem quando beija sua amada; Jacob (Taylor Lautner) parece ser o único arrogante que demonstra algum sentimento, porém, apenas nos diálogos, e é um gesso em cena; e Jane (Dakota Fanning) é uma boneca de ventríloquo que envergonha todo o resto da carreira.
Interessante mesmo é a abordagem homossexual que se faz no filme. Primeiro, as mudanças comportamentais de Edward quando Jacob aparece. Segundo, os próprios diálogos: na cena em que os três personagens se isolam em uma cabana na colina de uma montanha sobre névoas, Jacob diz a Edward "Eu realmente te deixo a flor dessa pele gelada". Digno de um remake de sucesso "O Segredo de Brokebackeclipse".
Vale destacar o roteiro, tolo e fútil, dotado de diálogos que desconfiam da inteligência do espectador, como a cena em que a família Cullen anuncia que alguém está criando um exército, e a protagonista conclui: "um exército de vampiros". Ou a cena pré-batalha em que todos os vilões correm para o confronto e Edward solta: "Está começando".
Talvez haja uma falta de lógica ou compreensão para a adaptação. É inadmissível que um vampiro de 109 anos como Edward seja tão pobre intelectualmente e de uma imaturidade tremenda, dotado de um machismo sem igual, o que leva a um filme moralista e sem evolução, distante dos parâmetros sociais e comportamentais do século 21.
Enfim, o que esperar de um sucesso como esse? Claro, os insuportáveis berros das Crepusculetes quando veem os bestiais personagens dessa "sagazinha".



Para um existem investidores, claro! É o que move as ditas continuações, sempre usando novas tecnologias, efeitos especiais como o 3D, que está no auge atualmente. E o outro cria rupturas, investe na ideia, na premissa de uma câmera na mão e imaginação na cabeça, dito cinema de rua, sem muitos recursos, em que a trucagem é a montagem.