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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

Asas de Deus

Sábado, 04 de Fevereiro de 2012 às 03h00

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Depois de um incêndio numa floresta, os bombeiros começaram sua caminhada por entre as árvores queimadas e retorcidas pelo fogo, eles lá estavam, a fim de verificar a intensidade do estrago, quando um deles se deparou com uma cena estranha: apenas alguns passos de distância, aos pés de uma árvore, ele viu algo que parecia um pássaro queimado. Aproximou-se mais e verificou tratar-se realmente de um pássaro petrificado em cinzas, empoleirado no chão, na base de uma árvore. Intrigado com a visão misteriosa, ele bateu delicadamente na ave com uma vara. Com o movimento, o bombeiro viu sair de sob as asas do pássaro morto, três filhotinhos.

Ele se emocionou, pois a mãe amorosa, em plena consciência do desastre iminente, tinha levado seus filhos para a base da árvore e reuniu-os debaixo das asas, instintivamente sabendo que a fumaça tóxica subiria.

Ela poderia ter voado para um lugar seguro, mas se recusou a abandonar seus filhotes.

Quando o incêndio chegou, a mãe permaneceu firme, deixando o intenso calor queimar seu pequenino corpo e assim preservar a vida dos seus filhos para que no futuro eles pudessem voar em liberdade.

O bombeiro concluiu que a sabedoria da vida nos supera e a natureza nos ensina com seus exemplos de amor.

Quantas vezes recusamos a proteção das asas de Deus por insensibilidade e egoísmo, e quantas outras vezes nos recusamos a compreender os ensinamentos da natureza por comodismo!
"Ele é meu refugio, minha fortaleza." "De suas asas ele faz para ti um abrigo e debaixo de sua plumagem te refugias." (Salmo 91:2, 4).

Um abraço
Maria do Carmo

* É formada em Letras e professora de Boas Maneiras
madu.sc@uol.com.br

Uma nova visão

Sábado, 21 de Janeiro de 2012 às 03h00

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Duas moscas caíram num copo de leite.

Um delas nadou até a borda do copo, mas como a borda era muito lisa, não conseguiu sair e achando que não havia mais saída, parou de se debater e acabou afundando.

A outra mosca decidiu continuar a nadar, quando ficava cansada, parava um pouquinho e em seguida continuava a se debater; aos poucos, o leite ao redor da persistente mosca foi ficando mais consistente e ali se formou um pouco de manteiga, a mosca então conseguiu subir na manteiga e voar para um lugar seguro.

Passado algum tempo, a mosca caiu novamente no copo. Como já sabia o que fazer, começou a se debater, pois achou que dentro em pouco, se salvaria. Uma outra mosca voando por ali e vendo a aflição da mosca dentro do copo, pousou na borda e disse:

"No copo tem um canudo, nade até lá e suba por ele". A mosca dentro do copo, baseando-se em sua experiência anterior, não deu ouvidos à sugestão e resolveu continuar a se debater até a exaustão e acabou afundando num copo de água.

Cada situação é única, é lógico que as experiências anteriores servem; porém elas precisam ser renovadas e adequadas a cada ocasião, ambiente ou pessoas.

É preciso estar atualizado para enxergar, ouvir e entender as diferenças sutis em cada situação.
Um abraço.

História recontada a partir do conto do livro "Fazendo a Diferença".

*é formada em Letras e professora de Boas Maneiras
madu.sc@uol.com.br

Você quer ciscar ou voar?

Sábado, 07 de Janeiro de 2012 às 03h00

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Certo dia, um camponês ao voltar do trabalho encontrou no caminho de casa um filhote de águia. O pássaro ainda não conseguia voar. Então o camponês resolveu cuidar dele. Dali alguns dias, a ave já mais fortalecida é colocada no galinheiro, junto com as galinhas e ali ela cresce com a beleza de uma águia, mas comportando-se como uma galinha, comia e ciscava como se fosse uma galinha, sem nunca se dar conta de sua capacidade de voar. Certo dia um vizinho vê a cena e resolve perguntar: — Esta ave é uma águia, não é?

— Não, agora ela é uma galinha; responde o dono da ave.

— Não pode ser, uma águia é sempre uma águia, quer ver? E o vizinho pega a águia e levanta-a num dos braços e diz: — Voe, você é uma águia! Mas a ave que se sentia uma galinha, não voou, e o camponês disse: — Eu avisei, agora ela é uma galinha!

O vizinho retruca: — Não, ela apenas foi condicionada a ser galinha, mas é uma águia. Vou tentar amanhã novamente. E assim ele fez, por vários dias tentou fazer a águia voar. No começo, ela sentiu receio da liberdade, mas aos poucos ia assimilando os ensinamentos do bom homem e começou a perceber o horizonte à sua frente, os pássaros voando e, certo dia, tentou voar, mas como não estava acostumada, caiu. Sem desaminar o vizinho tenta outra vez, levanta-a num dos braços e diz: — Você é águia e pode voar, não queira apenas ciscar, busque a sua felicidade.

Então a águia sentindo o medo desaparecer e acreditando em sua capacidade de ser livre, ao ver um grupo de águias voando, perfila as asas e sem saber como, inicia um lindo voo, rumo ao horizonte azul, em busca de sua liberdade.

Lá do alto, ela ainda pôde ouvir os conselhos de seu amigo: — Voe sempre muito alto, pois você é águia e como tal deve viver. Assim somos nós, muitas vezes nos conformamos com os grãos que são jogados e ficamos ali apenas a ciscar, com a cabeça baixa e com medo de tudo. É mais fácil controlar um galinheiro do que um bando de águias.

Pense nisso, a liberdade é um direito do ser humano, portanto, não tema nada, não desanime com as dificuldades do caminho, quando cair levante e voe mais alto. Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, mas com medo, nunca.

*é formada em Letras e professora de Boas Maneiras
madu.sc@uol.com.br

A Estrela de Natal

Sábado, 24 de Dezembro de 2011 às 03h00

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Há 2.000 anos, os Anjos reuniram-se no céu para cumprir um pedido especial de Deus, de escolher uma estrela para iluminar uma determinada noite. À escolhida, disseram: "Siga este anjo guia, que a conduzirá ao lugar que você deverá iluminar. Saiba que esta é a tarefa mais importante dos últimos tempos. Você será guia de muitos homens que esperam um sinal dos céus sobre o nascimento de um rei."

Chegando a Belém, o Anjo parou sobre a manjedoura de uma pequena estalagem e imediatamente a brilhante estrela indagou: "— Mas... onde está o palácio, e os reis...?" O Anjo respondeu: "— É aqui que você ficará iluminando e aguardando o grande acontecimento." Ao que a estrela respondeu: "— Não, não, deve haver algum engano. Veja o meu brilho, eu nasci para iluminar reis em seus palácios. Eu não vou ficar aqui"... e saiu em disparada pelo céu.

Apreensivo, o Anjo guia foi se aconselhar com os outros, que decidiram então falar com Deus. Voltaram da conversa com a tarefa de procurar a menor e mais alegre das estrelas para levar imediatamente a Belém. E novamente os Anjos se espalharam em busca de uma pequenina joia. Já estavam quase desistindo quando uma risadinha chamou a atenção de um dos Anjos, que se virou e viu um pontinho de luz olhando atentamente para ele. A pequenina foi logo dizendo: "—Você deve ser um Anjo, não é? O que esta procurando? Posso ajudar?". E o Anjo respondeu satisfeito: "Pode sim, pequenina, pois já encontrei o que procurava. Você!"

A estrelinha, não cabia em si de tão contente, quando soube de sua nova missão. Em Belém, se posicionou e brilhou com toda sua força, mas seu brilho não ia muito longe. Então ela teve a idéia de enviar torpedos luminosos a todas as pequeninas estrelas do Céu pedindo que a ajudassem. E os Anjos testemunharam milhares de estrelas voando rapidamente para juntar-se à alegre estrelinha, deixando o céu cada vez mais bonito... digno do Rei de amor e bondade que em breve nasceria.
Feliz Natal!

* é formada em Letras e professora de Boas Maneiras
madu.sc@uol.com.br

O balão

Sábado, 10 de Dezembro de 2011 às 03h00

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Adoro contar histórias, elas ensinam, ajudam a fazer amigos, desfazer inimizades; elas também nos põem a pensar na vida. Cada história, uma pequena lição ou exemplo, como queiram. Adoro olhar nos olhos dos ouvintes e percerber a indagação, enquanto faço dois segundos de suspense. Em outro olhar, percebo a disfarçada tentativa de parecer indiferente, embora a curiosidade sempre o traia.

Algumas histórias nos fazem chorar, mas sempre de emoção. Muitas tocam fundo nosso "eu interior", outras têm o poder de mudar destinos, principalmente aqueles estacionados no medo do novo e do diferente. Histórias são realmente maravilhosas, surpreendentes. O que seria do mundo sem elas?

"Quando a avó de Pedrinho morreu, ele estava longe, bem longe, por isto não pode se despedir dela e falar o quanto a amava. Pedrinho ficou assim triste por mais de uma semana, sempre cabisbaixo e com olhar de choro. No final da semana, sua mãe o convenceu a ir ao aniversário da vizinha. Durante a festa, todos receberam balões coloridos, o de Pedro soltou-se e ele ficou olhando o balão verde subir e subir, parecia que estava chegando no céu e teve uma ideia: " Vou mandar um bilhete pra Vovó, que com certeza está lá, junto daquela Santinha que tanto gostava". E assim fez.

Sua mãe não teve coragem de dizer a ele que balões não chegam ao céu. Alguns meses depois, Pedrinho recebeu um carta com carimbo do correio de uma cidade a 300 quilômetros de distância da sua. A carta dizia:

"Menino Pedro: Sua querida avó recebeu seu bilhete e ficou muito feliz. Porem gostaria que você compreendesse que as coisas materiais não podem ficar no céu, por isto os anjos mandaram o balão de volta para a terra. No céu, eles só podem guardar os pensamentos, as lembranças, o amor, coisas assim, que sentimos, mas não podemos tocar. Sempre que você pensar em sua avó, ela saberá e guardará no coração todas sua mensagens, pois ela o ama imensamente. Por isto sempre mande para ela, seus melhores e mais alegres pensamentos. Seja feliz! Amélia (também uma avó).

Faça cada minuto de sua vida valer a pena. Você pode! Baseado no relato de minha amiga Maria Luísa. Ela jura que realmente aconteceu, e eu acredito.

*Graduada em Letras e professora de Boas Maneiras
madu.sc@uol.com.br