
A princípio pode parecer que "Hesher" merece algumas horas de atenção apenas pela presença da musa Natalie Portman no elenco. Mas não, a produção vai muito além da beleza da atriz e torna-se uma grande tragicomédia muito intimista que com certeza vai mexer com as emoções do público.
A trama é simples: um pai e seu filho abalados com a trágica morte da mãe. O homem fica deitado no sofá o dia todo sem enfrentar a situação, enquanto seu garoto sofre bullying na escola e também vive uma paixão platônica por uma atendente de mercado, vivida por Natalie.
Além dos três personagens, soma uma grande quantia de emoção à produção a figura de uma avó que vive com os dois, cozinhando, limpando a casa e tentando maquiar o clima ruim que paira em sua residência.
Pois bem, em paralelo a toda essa situação, aparece Hesher, um cabeludo mal encarado, viciado em drogas e pornografia. Porém, seu papel de vilão vai passando por uma metamorfose durante o filme, o que o torna em um típico anti-herói. Ao lado dessa família, Hesher ajudará, decepcionará e, acima de tudo, será decisivo para a mudança da vida dos envolvidos.
Com uma trilha sonora de primeira, com composições de grupos de rock e heavy metal como Metallica e Motorhead, "Hesher" foi rodado no ano passado nos Estados Unidos e conta com grande atuação de Joseph Gordon-Levitt ("500 Dias com Ela") no papel do protagonista. Neste ano, a produção foi exibida durante o Festival de Sundance. Dirigido por Spencer Susser, o filme ainda não tem data de estreia no Brasil.
‘Hesher’
Sexta, 19 de Agosto de 2011 às 03h00
0 ComentáriosForte novamente
Domingo, 31 de Julho de 2011 às 03h00
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Antes de qualquer coisa. Se você é um daqueles fãs do Sepultura que acham que o grupo morreu com a saída de Max e Igor Cavalera ou, até mais radical, do tipo que escuta a banda apenas o até o disco "Arise", de 1991, pode parar de ler essa resenha. Escrevo este texto para aqueles que admiram o Sepultura na totalidade de sua carreira e que pincelam os bons e os maus momentos desses monstros da música pesada mundial.
Desde a entrada do vocalista norte-americano Derrick Green, em meados de 1997, o Sepultura teve, realmente, altos e baixos. Afinal, que grande banda que não passou por uma crise após gozar o auge das paradas de sucesso do mundo todo? Vide Metallica, Iron Maiden, até mesmo o Black Sabbath. Enfim.
Mas vamos direto ao assunto. O disco "Kairos" é, sem dúvida, o melhor lançamento do grupo desde "Against", de 1998. De lá para cá, tivemos o bom "Roorback" (2003), e o excelente "Dante XXI" (2006), mas nada comparado ao poder de fogo deste "Kairos".
Méritos totais ao guitarrista Andreas Kisser que, por todos esses anos, mesmo com críticas e fofocas envolvendo a "marca Sepultura", sempre esteve focado na música, procurando, novamente, a sonoridade que os fãs queriam ouvir. Vale também um registro para o baterista Jean Dolabella, que também ajudou Kisser nessa tarefa.
Produzido pelo experiente Roy Z, que fez a banda soar bem orgânica e direta, "Kairos" apresenta canções postulantes a hits nos atuais shows, como a pesada e lenta faixa- título, além de "Relentless" e "Born Strong". As demais canções também apresentam ótimo nível de criatividade, o que mostra o quão pensadas e elaboradas foram cada música deste álbum.
Um tapa na cara de quem desconfiava — e para aqueles que amam a banda como este que vos escreve — uma sensação incrível de alívio. É muito bom ver que uma das escolas do rock pesado está de volta, sem deixar de lado o passado, mas com uma identidade atual muito forte.
Firewind: revelado nome do novo álbum da banda
Sábado, 29 de Maio de 2010 às 03h00
0 Comentários O guitarrista Gus G., que atualmente toca ao lado de Ozzy Osbourne, revelou que o título do novo álbum do Firewind será "Days Of Defiance", e que o lançamento ocorrerá no segundo semestre deste ano.
A banda atualmente é composta por Apollo Papathanasio (vocal), Gus G. (guitarra), Petros Christo (baixo), Michael Ehre (bateria) e Bob Katsionis (teclado).
Kataklysm: novo disco sairá em agosto
Sábado, 29 de Maio de 2010 às 03h00
0 ComentáriosOs canadenses do Kataklysm finalizaram as gravações do novo álbum de estúdio, "Heaven’s Venom", que tem previsão de lançamento para o dia 24 de agosto pela Nuclear Blast Records. O material foi produzido por Jean-Francois Dagenais, guitarrista da banda, e está atualmente sendo mixado pelo experiente Tue Madsen, conhecido pelo trabalho ao lado do The Haunted, Dark Tranquillity e outros. Alguns títulos provisórios para as faixas são: ‘Soul Made of Shrapnel’, ‘Blind Savior’, ‘Hail the Renegade’ e ‘Push the Venom’.
Dio: o Heavy Metal está em luto
Sábado, 22 de Maio de 2010 às 02h09
0 ComentáriosPara mim, a melhor fase do Black Sabbath é aquela que conta com Ozzy Ousbourne no vocal. Porém, um sentimento diferente surgiu quando eu ainda era criança e ganhei de meu pai o álbum Heaven And Hell, primeiro material do Sabbath com um vocal diferente.
Ouvi com muita calma o citado CD e comecei a apreciar um certo cidadão, chamado Ronnie James Dio, que me surpreendeu a frente de um dos meus grupos favoritos, por sua voz melódica, marcante e menos desafinada que Ozzy.
Depois disso, surgiu um respeito muito grande para com esse cantor. Mesmo com trabalhos memoráveis ao lado do Sabbath, Dio foi monstro com o Elf, o citado Rainbow, além de sua carreira solo, em que lançou álbuns históricos, como o Holy Diver, recheado de clássicos como "Rainbow In The Dark", "Don´t Talk to Strangers", além da faixa título.
Nos últimos anos, com sua volta ao Black Sabbath, que pois questões jurídicas foi batizada como Heaven And Hell, a magia do metal tradicional e sombrio parecia estar de volta. Uma tour pelo mundo, com show no Brasil, e o inédito The Devil You Know, pesado, frio, impactante, emfim, com a cara do Sabbath. Tudo parecia estar certo.
Porém, as mais de seis décadas de Dio começam a pesar. Seu corpo começa a falhar e ele tem diagnosticado um terrível câncer, contra qual lutou fortemente durante quase um ano. Porém, eis que nesta segunda quinzena de maio, esse mal leva consigo o mestre do Heavy Metal. Não acreditei que o baixinho havia morrido, pois a notícia havia sido me dita por algumas pessoas sem muitos créditos.
Chegando em casa, vi que era tudo real. Atualizei meu portal de Heavy Metal, o Novo Metal, e curti uma tristeza única. O monstro do metal estava morto. Lá se vai um mestre, "like a rainbow in the dark." Obrigado por tudo, e que sua alma esteja em paz agora, Dio.
