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Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

Quinta, 26 de Janeiro de 2012 às 03h00

Balanço negativo

Apesar de todo o esforço das polícias Civil e Militar no combate ao crime, os números da Secretaria de Estado da Segurança Pública não escondem que 2011 foi um ano muito violento.

Por Jornal Tribuna Impressa

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Apesar de todo o esforço das polícias Civil e Militar no combate ao crime, os números da Secretaria de Estado da Segurança Pública não escondem que 2011 foi um ano muito violento. A Delegacia Seccional de Polícia Civil justifica o fato de o número de assassinatos ter dobrado com a reformulação da metodologia de registro dos crimes, que passou a considerar homicídios dolosos os mortos em acidentes no trânsito.

Mas sobre o restante dos resultados negativos — aumento nas ocorrências de roubos e furtos, por exemplo —, não há o que argumentar.

Para piorar, nestes 26 dias de janeiro de 2012, tivemos quase de tudo: explosões de caixas eletrônicos, roubos residenciais seguidos de sequestros, assaltos em série a farmácias, saidinhas de banco, ataques a casas lotéricas e nem mesmo a Igreja São Geraldo foi poupada de um assalto em que dois funcionários foram baleados.

Estes dados são de conhecimento dos comandos das polícias Civil e Militar. Reuniões acontecem quase todas as semanas e novas estratégias são traçadas para combater o crime. Mas é inegável que a legislação precisa ser urgentemente reformulada. Nestes 26 dias de janeiro, duas pessoas suspeitas de receptação de mercadoria roubada foram presas em flagrante, mas soltas logo em seguida.

Ninguém quer que ocorram prisões em massa, pois todo mundo é inocente até que se prove o contrário. Mas quem é pego com mercadoria roubada não pode ter o direito de ir para rua após simplesmente pagar mil reais. Os valores de fianças estabelecidas mostram o quanto é barata a nossa falta de sossego.

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