É alarmante a indicação de que o índice de larvas do mosquito transmissor da dengue — o Aedes Aegypti — está cinco vezes acima do normal em Araraquara, segundo dados divulgados pela Vigilância em Saúde de Araraquara, na última sexta-feira.
A Análise de Densidade Larvária (ADL) afere o grau de infestação do mosquito nas residências e o comportamento da população quanto à disposição de criadouros dele. Portanto, não há dúvida de que, mais uma vez, a população está em falta com os cuidados necessários à prevenção de uma doença que não tem cura e, dependendo da versão do vírus a infectar um doente, pode levar à morte. Não há outra defesa a não ser a eliminação do mosquito que transmite o vírus por meio de sua picada.
Não adianta apenas culpar o Poder Público, que, por sinal, vem trabalhando com menos de um quinto dos funcionários do ano passado devido ao fim de contratos com empresas terceirizadas fornecedoras de pessoal. Cada morador tem que fazer sua "lição de casa", eliminando qualquer recipiente ou materiais inservíveis que possam acumular água parada, condição em que o Aedes procria.
Mesmo com o trabalho de bloqueio casa a casa feito por agentes públicos, porém, basta um quintal com criadouros não visitado para colocar em risco toda uma vizinhança.
Os perigos multiplicam-se com o período de chuvas, em que qualquer material inservível ao ar livre pode servir de "berçário" ao mosquito transmissor.
Não é hora de arrefecer nos cuidados. Prevenir a dengue não é um problema só do Poder Público, mas de cada um de nós.
