Alarmantes as condições em que a atual concessionária dos serviços de transporte coletivo urbano de Araraquara, a Companhia Tróleibus Araraquara (CTA), tem atendido a população, segundo informações de seu próprio superintendente, Márcio Santos, em reportagem das páginas 8 e 9 desta edição.
Além de os usuários sofrerem as consequências de haver ônibus parados por falta de motoristas — atrasos e superlotação, como mostrou reportagem da Tribuna de domingo passado — e de correrem riscos andando em veículos antigos, eles ainda podem ter de arcar com os custos dessas dificuldades no valor das passagens. Afinal, veículos sucateados quebram mais e seu conserto encarece o serviço.
Ainda que não sejam repassados para o valor da passagem, os 12% que Santos acha necessário apenas para manter o que há hoje, ainda será um preço alto a se pagar por um serviço que poderia ser melhor prestado, para dizer o mínimo.
Nenhuma das dificuldades elencadas — falta de dinheiro, veículos parados por falta de motoristas, parte da frota sucateada e aumento na ocorrência de quebras/acidentes envolvendo ônibus urbanos — é culpa do usuário. Ele já paga impostos — muito altos, por sinal — que custeiam os altos salários dos agentes públicos encarregados de administrarem por ele os serviços públicos. Portanto, deve partir do Poder Público ideias de como contornar dificuldades como as relatadas nesta edição.
Não é justo que, em mais este caso, o usuário pague por um bom serviço e receba-o ruim.
