As escolas, unidades do Programa Saúde da Família, Prefeitura, Centro de Saúde e outros órgãos municipais de Gavião Peixoto amanheceram fechados ontem em decorrência do ponto facultativo decretado pelo prefeito Ronivaldo Fratucci (PDT). Hoje, a situação será a mesma e, entre o feriado da Independência, na quarta-feira, e domingo serão cinco dias sem expediente público na cidade.
A decisão da Administração Municipal foi tomada para economia de gastos, mas acabou prejudicando moradores que não tiveram onde deixar seus filhos e, ou faltaram do emprego, ou pagaram um babá ou ainda os deixaram sob os cuidados de irmãos mais velhos, nem sempre em condições de serem responsáveis pelos pequenos. Ao todo, 500 alunos ficaram sem aula nestes dois dias.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, os dois dias de folga foram o meio encontrado para economizar água, luz, merenda e outros materiais e ainda dar folga aos trabalhadores da educação, que não contam com o beneficio do recesso escolar nos meses de julho e janeiro.
A assessoria justifica ainda que o número de alunos que frequenta a escola nos dias seguintes a feriado é pequeno. "O prefeito lamenta e entende que alguns pais não têm onde deixar seus filhos, porém nossa arrecadação caiu em 2010 e estamos sentindo os reflexos em 2011. Esta foi uma maneira para economizar um pouco e fugir dessa crise", ressalta.
Pais se sentiram prejudicados com decisão
Os pais de alunos de escolas de Gavião Peixoto se sentiram prejudicados com a paralisação de três dias. Para a lavradora Nilza Cristiane de Souza Martins, de 38 anos, um ponto facultativo tão extenso é negativo para o aprendizado. "Estou afastada há dois anos, por isso fico em casa e posso cuidar do meu filho, mas e quem não pode? Além disso, as crianças precisam estudar para ter um futuro."
Quem não tem como cuidar dos filhos fica ainda mais revoltado. O montador de ferragens Ezequiel Pignata, 28, perdeu dois dias de trabalho para cuidar do filho Gustavo, 3. "Esse feriado é bom para quem trabalha na Prefeitura, mas prejudica muita gente. Eu tive que perder dois dias para ficar com meu filho. A minha mulher também trabalha e meus pais são de idade e não têm cuidar dele", comenta.
Ricardo Gonçalves Neto, 35, deixou a filha de 14 anos cuidando dos irmãos de 10 e 5 anos. "A mãe deles também trabalha. Não teve outro jeito, senão deixar com a mais velha."

1 Comentário
09 de setembro de 2011 às 19h30 | Jacira disse:
Sem comentários, para um absurdo deste. Economia se faz diminuindo cargos em comissão, apagando as luzes durante o dia, pois os dias estão mais claros, etc....Meus Pesames prefeito, por não pensar na população que depende dos serviços publicos, como saúde, educação, creches e outros mais....