Para viver a ambiciosa Alana em "Aquele Beijo", da Globo, Karin Roepke precisou explorar uma faceta mais sombria dentro de si. "Todo mundo tem esse lado maldoso, mas cada um escolhe o que vai mostrar. Ela é a maior fofoqueira da Comprare. Sempre com comentários maldosos e com maledicência", explica. Segundo a atriz, as relações entre os personagens da novela nasceram durante a preparação da trama. Quatro meses antes da estreia, Karin vivenciou o dia a dia de uma vendedora em uma loja de luxo no Rio de Janeiro. "Durante o laboratório, de cara o meu personagem não bateu com a Grace Kelly, vivida pela Lelah Moreno", ressalta.
Desde pequena, Karin já nutria um forte amor pelos palcos. Aos 13 anos, começou a estudar balé clássico, jazz e canto, muito incentivada pelos filmes de Fred Astaire e Gene Kelly. "Eu percebia que eles eram atores completos, pois interpretavam, dançavam e cantavam. Por isso, fui atrás dessa formação", lembra. Após vários anos dedicados aos musicais, Karin recebeu um convite de Miguel Falabella para fazer um papel na série "A Vida Alheia", da Globo. "Foi uma mudança brusca do teatro pra tevê. Você tem de aprender a direcionar a sua energia de uma forma diferente. É outro tipo de naturalidade", analisa.
13 anos
Foi com essa idade que Karin Roepke começou a estudar balé clássico, jazz e canto, muito incentivada pelos filmes de Fred Astaire e Gene Kelly
Nome: Karin Godoy Roepke.
Nascimento: Em 19 de agosto de 1981, em Brasília.
O primeiro trabalho na tevê: Olívia na série "A Vida Alheia’’, em 2010, na Globo.
Ator: Al Pacino.
Atriz: Meryl Streep.
Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro
Se não fosse atriz, seria: "Apesar de ser formada em arquitetura, hoje em dia eu penso que seria jornalista ou escritora."
Que papel gostaria de representar: "Eu gostaria de fazer alguma coisa de época."
Com quem gostaria de fazer par romântico: Marlon Brando.
Filme: "Persona", de Ingmar Bergman, de 1966.
Livro de cabeceira: "Pilares da Terra", de Ken Follett.
Autor predileto: Fernando Pessoa.
Uma mania: "Sou um pouco neurótica com arrumação. Não gosto quando alguém vai na minha casa e começa a tirar as coisas da ordem."
Um medo: "Não chegar no lugar que eu sonhei profissionalmente. Eu quero muito um dia ser protagonista. Quando eu penso que isso não depende só de mim, dá um medinho."
Projeto: "Eu tenho um projeto próprio, ainda sem patrocínio, que é um musical chamado ‘Senhora Monroe’. A produção fala sobre a Marilyn Monroe como se ela tivesse 83 anos, que seria a idade dela hoje. A ideia é mostrar como seria ela contando as memórias dela nessa idade."
