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Sexta-Feira, 25 de Maio de 2012

Domingo, 05 de Fevereiro de 2012 às 03h00

Samba tradicional

Mais antiga escola de samba em atividade na cidade, a Estrela de Vila Santana apresenta o samba-enredo ‘Brasil e a miscigenação de raças’

Por Matheus Vieira

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Carregando a tradição de ser a agremiação carnavalesca mais antiga de Araraquara em atividade, com 42 anos de existência, a Estrela de Vila Santana, segunda a desfilar no sábado de Carnaval, aposta na miscigenação de raças do Brasil como inspiração para o Carnaval de 2012.

Segundo Osvaldo da Silva, o Bogé, presidente da Vila Santana, a escolha do samba-enredo "Brasil e a miscigenação de raças" foi definida em reunião dos carnavalescos da Escola. "Vamos mostrar em nossas alas as raças que permeiam o nosso território. Queremos fazer bonito esse ano para sermos campeões, já que a chuva prejudicou o nosso desfile no ano passado", lembra.

Aos 81 anos, com praticamente mais da metade deles dedicados ao Carnaval, Bogé admite o cansaço. A saúde também está comprometida. Essas situações fazem o carnavalesco repensar, ano após ano, se a Estrela de Vila Santana desfilará ou não. Porém, o amor pela escola que fundou sempre se mostra maior que tudo.

A agremiação também é homenageada com exposição na Casa da Cultura.

Ensaio

Os ensaios ocorrem às terças e quintas-feiras, às 19 horas, na rua Raphael Martinez, 284, no Parque das Laranjeiras.

FICHA TÉCNICA

Nome: Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Estrela de Vila Santana
Samba-enredo: "Brasil e a miscigenação de raças"
Fundação: 1968
Presidente: Osvaldo da Silva (Bogé)
Cores: Vermelho, azul e branco
Símbolo: Estrela
Integrantes: 180
Alas: 6
Carros alegóricos: 3
Samba-enredo: "Brasil e a miscigenação de raças"
Compositores: Araquém Petros e Alex de Oliveira
Intérpretes: Ângela Fu e Alex de Oliveira

Enredo

Tá tudo junto e misturado

A Passarela do Cear virou Sapucaí

Azul, vermelho e branco

É a Estrela de Vila Santana brilhando

Até o Sol surgir

Brasil, que habitado pelos índios, que passeavam nessas terras

Livres como o vento, filhos do Deus Sol

Teriam as suas terras invadidas e as vidas transformadas

Com a chegada do império português

A pele índia, dourada se misturou de vez

E o mameluco aqui se fez

E para dar tempero a essa mistura

A chegada de um navio negreiro, a escravidão

Trouxe a formação de duas novas raças

Os caboclos e mulatos, natas da miscigenação

Vem, vem, vem, vem

Sambar no Carnaval que a avenida é nossa

É a Estrela de Vila Santana levantando a massa (vem sambar)

Vem, vem, vem, vem

Sambar no Carnaval que a Avenida é nossa

Estrela de Vila Santana levantando a massa (olha aí)

Veio o final da escravidão e uma grande imigração

Transformou essa nação num pedaço da Itália

Da Alemanha e de Israel, da Espanha e do Japão

E hoje, o Brasil é Santana, a Estrela da Nação

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