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A edição é uma homenagem ao Dia do Mágico, comemorado em 31 de janeiro, este profissional que é capaz de ter as mãos mais rápidas que nossos olhos, engana nossos sentidos e cria a ilusão de que algo sobrenatural ocorreu bem diante de nós. E encanta e impressiona crianças, jovens, adultos e até aqueles que já viveram bastante e viram muito neste mundo.
A comemoração surgiu em 1888, em homenagem a São João Bosco que, desde jovem, ajudava a sustentar sua família trabalhando como mágico, malabarista e acrobata. No final de cada apresentação, João Bosco citava uma passagem do Evangelho e convidava a plateia a rezar o terço. Ele foi canonizado em 1934 pelo papa Pio XI.
Hoje, as mágicas dividem-se em vários grupos: cartas de baralho, lenços, dados, objetos escondidos, truques com pessoas e animais, moedas e argolas.
Os grandes mágicos
Entre os grandes mágicos do mundo estão David Copperfield, Mister M, David Blane e Harry Houdini, que é o mais conceituado de todos. Ele começou sua trajetória com truques de cartas e, logo em seguida, ainda no início do século 20, apresentou o Grande Truque, no qual se libertava de algemas, cordas, correntes e cadeados estando dentro de caixas ou tanques lacrados.
No Brasil, João Peixoto dos Santos, um mineiro de Formiga, foi quem deu início à mágica no País. Ele aprendeu a técnica com os árabes que viajavam pelo Brasil, aperfeiçoou-se em Paris e escreveu diversos livros sobre o assunto.
Um dos melhores da América Latina
Talvez você não saiba, mas pertinho da gente tem um grande mágico, um dos melhores de toda a América Latina. É o Caio Ferreira, de 25 anos, que mora em São Carlos.
Seu interesse pela mágica surgiu aos 13 anos. "Eu não era bom jogador de futebol, não era o melhor aluno da sala e ainda por cima era gordinho. Eu tinha de ser mágico", conta.
Ao assistir às mágicas de David Copperfield pela televisão, Caio encantou-se. E, inspirado nele, começou a estudar mágica por conta própria. E recebeu a ajuda de Carlos Hilsdorf, ilusionista famoso no segmento de palestras-show.
Caio já ganhou títulos no Rio de Janeiro e no Peru e, em 2009, foi eleito pela Federação Latino-Americana de Sociedades Mágicas (Flasoma) o melhor mágico dentre profissionais de 14 países. "A mágica é uma arte cujo objetivo principal é encantar, entreter e não enganar. Meus números mais famosos são os que realizo sem caixas preparadas, equipamentos especiais ou baralhos trucados", finaliza.
Sua marca registrada é o movimento de mãos sincronizado com trilha sonora, de preferência música clássica. "Cada olhar para o público deve ser estudado, cada movimento tem um motivo, tudo é ensaiado para criar a ilusão do impossível", explica Caio, que sonha em ver a mágica sendo considerada mais que entretenimento, uma arte, "uma das mais puras formas de expressão artística."
Mandamentos do Mágico
• Nunca revele o segredo de uma mágica: o gostoso dela é seu segredo, o momento em que todos dizem "como isso é possível?"
• Nunca repita uma mágica na mesma apresentação: grande parte do sentimento das pessoas diante de uma mágica vem do fator-surpresa;
• Pratique exaustivamente antes de executar um truque: a disciplina é um dos requisitos mais importantes para ser um bom mágico.
Material de Apoio:
