
A turminha da Bandô foi convidada a participar de uma roda de samba na casa de Zezinho, colega de classe da turma, em um sábado à tarde.
— Nossa! Nunca fui a uma roda de samba! - Disse Clara, toda alegre.
— Eu também estou empolgada para ver como é. — Acrescentou Tomi.
Mas a turma estranhou a falta de empolgação de Tato e logo questionou o que estava ocorrendo.
— Ei, que desânimo é esse, Tato? — Perguntou Tomi.
— Eu não conheço nenhuma música, como posso ir até lá?
— Mas, Tato, é exatamente essa a ideia. Se você não for, vai continuar sem conhecer. — Disse Aurélio, e continuou. — Além disso, duvido que você nunca tenha ouvido aquela música "Quando eu morrer, não quero choro nem vela, quero uma fita amarela, gravada com o nome dela", do Noel Rosa.
— Essa música é samba? Poxa, essa eu conheço sim. Ela sempre toca nas matinês do Carnaval. — Disse Tato.
Chegando à casa do Zezinho, o samba começou e envolveu a turma, que se apaixonou pelo ritmo alegre e descontraído. Eles dançaram e brincaram até o anoitecer.
No dia seguinte, Tato quis surpreender a turma e foi encontrá-los de chapéu Panamá, um pandeiro e terno, cantarolando.
— Com que roupa eu vou para o samba que o Tato me convidou... E aí, turma, vamos para mais uma roda de samba, dessa vez com o malandro Tato no pandeiro? Eita, sambinha bom!!
