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Sexta-Feira, 25 de Maio de 2012

Domingo, 22 de Janeiro de 2012 às 03h00

Crenças

Bandô e sua turma estavam na sorveteria quando alguém começou a falar sobre religiões.

Por Gabriela Martins

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Bandô e sua turma estavam na sorveteria quando alguém começou a falar sobre religiões. A família da Clara é católica. A da Bandô prefere os ensinamentos da igreja presbiteriana. Aurélio está na escolinha de pequenos aprendizes do Kardecismo e está estudando o Espiritismo. Tomi, então, lembrou de um fato e disse, todo apavorado, à turma.

— Nossa, turminha, eu não tenho nada contra nenhuma religião, tanto que ainda estou escolhendo a minha. Mas esta semana recebi um e-mail alertando sobre o aumento da religião muçulmana no Brasil. Que medo, né, gente?! Homens-bomba, mulher cheia de véu. Vocês não ficam assustados com isso?

— Como assim, Tomi?! Medo de quê? Os muçulmanos não têm nada a ver com isso. Eles não podem ser confundidos com homens-bomba ou com coisas ruins! — Afirmou Bandô.

Clara, então, acrescentou.

— É verdade, Tomi, a religião muçulmana é muito interessante. Tem a história do profeta Maomé, que um dia recebeu a visita do anjo Gabriel e foi apresentado a Alá. Ele pregou a bondade sempre. Nunca disse para fazerem o mal. Mas como em qualquer religião tem os radicais. E isso é que é ruim.

Ao ouvir a conversa, Aurélio foi voando buscar um livro de religiões e mostrou para Tomi o que realmente era a religião muçulmana.

- Poxa, turma, estou até com vergonha. Eu tive um pré-conceito sobre uma religião. Eu associei uma doutrina bonita com algo ruim antes mesmo de conhecer. Prometo nunca mais discriminar nada antes de conhecer.

- Muito bem, Tomi! Afinal, cada um tem a religião que o faz sentir-se melhor. — Finalizou a gatinha da turma.

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