Um minuto antes de o cronômetro zerar na passarela do samba, a escola Mancha Araraquara encerrou o seu desfile como favorita ao acesso ao Grupo A.
A apresentação foi a mais luxuosa dos dois dias e poderia fazer frente até à favorita ao título do Grupo A, a Gaviões do Selmi dei.
O desfile foi tecnicamente perfeito, começou com uma grande queima de fogos e teve torcida organizada na arquibancada com direito a faixas, sinalizadores e fumaça verde.
Na passarela, a comissão de frente trouxe dez passistas vestidos de Dom Pedro I, coreografados por Henrique Sanioto, e contagiou o público.
O primeiro carro tinha o símbolo da escola, o Mancha, falava sobre café e tinha duas grandes xícaras e um bule jorrando café.
Uma ala luxuosa mostrou africanas em referência à escravidão e a bateria, forte e ritmada, veio de barão do café.
Passistas lembraram a riqueza da época vestindo coroas e muitas peças de ouro.
O casal de mestre-sala e porta-bandeiras era imperador e imperatriz.
Uma ala de crianças tinha vestidos do século 19, com brilho, espartilho e muita renda.
O segundo carro era uma locomotiva que lembrava a chegada da ferrovia e o desenvolvimento das cidades. Tinha muita fumaça, iluminação, quatro crianças maquinistas, quatro destaques e o símbolo da Estrada de Ferro Araraquarense.
As baianas representaram o fim da escravidão e o a ala Brasil República trazia Araquém Petrus como presidente a sua frente.
