Termina hoje a 5ª edição da Campus Party Brasil, realizada no Anhembi Parque, em São Paulo. O maior evento de tecnologia e internet do Mundo começou na segunda-feira e é realizado anualmente em diversos países.
O Interlig@do acompanhou a Campus de perto e encontrou alguns araraquarenses por lá, em meio a 7 mil nerds e geeks que ficaram acampados a semana toda no Anhembi. O assessor de tecnologia Daniel Augusto Duarte Soares, de 29 anos, transformou seu computador em um case antizumbis.
Ele estava cansado de procurar ideias novas para produzir um case diferente e acabou encontrando inspiração em um seriado da televisão. "Fazia tempo que eu queria fazer um projeto legal, aí tive a ideia de fazer sobre zumbis quando assisti a um episódio de ‘The Walking Dead’", explica.
Zumbis
Na lateral da CPU do computador existem duas armas que disparam balas de espuma, um óculos de proteção, uma bolsa de sangue (que, na verdade, é groselha) e o símbolo do protocolo Bluehand, que é uma série de medidas a serem tomadas em caso da aparição de zumbis. No acrílico de proteção, está a frase "In case of zombies, break glass", que significa "Em caso de zumbis, quebre o vidro".
Além dos equipamentos de proteção, Soares também moldou a cabeça de uma pessoa com biscuit e colocou um machado perfurando o cérebro, inutilizando o zumbi. "Não foi muito difícil construir o case, pois já faço isso há mais de 15 anos, então já conheço a técnica, tenho facilidade para modificar os equipamentos e as ferramentas necessárias", afirma.
Casemodding
O casemodding, que é a arte de modificar computadores, despertou em Soares a vontade de dar características diferentes para algo que era comum. "Antigamente, não existiam gabinetes diferentes, era tudo bege. Poder deixar meu computador com a minha cara e mudá-lo do meu gosto é algo interessante", ressalta.
O custo total do case é de R$ 2,5 mil, sendo que boa parte do valor foi patrocinado pela Thermaltake, empresa que fabrica gabinetes e acessórios para computadores. "O case participa do concurso de casemodding da Campus Party, ficará em exposição com meu patrocinador e depois ficará comigo. Pretendo inscrevê-lo em alguns concursos internacionais também", completa.
Soares participa da Campus Party desde a edição de 2007, na Espanha, e esteve em todas as edições realizadas no Brasil. Ele faz parte da comunidade CasemodBr e acredita que o evento aumenta a visibilidade dos projetos, tanto para conseguir mais patrocinadores quanto para incentivar que mais pessoas participem.
Eu vi
"Sempre aparece alguém que acha o case bacana, quer produzir um também, mas não sabe como. Na Campus Party, podemos conhecer mais gente, trocar informações e também ensinar aqueles que se interessaram."
Daniel Augusto Duarte Soares
(Assessor de tecnologia)
R$ 2,5 mil
Este foi o custo total do computador modificado, sendo que parte deste valor foi financiado pela Thermaltake, empresa que patrocinou o projeto
